segunda-feira, 31 de março de 2008

Henry Scott Tuke



Henry Scott Tuke (1858/1929) foi um pintor e fotógrafo inglês, principalmente reconhecido pelas suas pinturas de jovens rapazes nus, o que lhe deu o estatuto de um dos pioneiros da cultura gay. A sua obra pode ser vista aqui.


sexta-feira, 28 de março de 2008

Fotos comentadas

Marilyn Wharol
Além não se caga, meu porcalhão!


Afinal os anjos têm sexo!!?!

Ó Dr., olhe que as tetas são do outro lado!



quarta-feira, 26 de março de 2008

Grandes nomes do cinema - Stanley Kubrick


Tudo começou com um desafio do Deutsches Filmmuseum depois da morte de Stanley Kubrick: construir uma exposição dedicada ao realizador. Christiane, a viúva, aceitou a ideia e iniciou com o museu um trabalho que duraria um ano: escolher os objectos dos arquivos do cineasta que colocariam os espectadores dentro dos seus filmes. O resultado esteve exposto até ao final do ano passado no Palazzo delle Esposizione, em Roma.
Stanley Kubrick não é só um dos maiores realizadores do século XX como um dos seus nomes mais misteriosos. Alguém a quem associamos, para além de um génio e um estilo pessoal, uma aura única. Perfeccionista, vanguardista, absolutista; muitas são as etiquetas que se lhe colam. Sempre reservado e pouco dado a entrevistas, pouco ficou para além do que se conta dele e do que, afinal, mais importa – os filmes.
Nessa exposição se reunia toda a carreira de Kubrick: as fotografias para a revista “Look”, os primeiros documentários (“Day of the Fight”, 1951; “Flying Padre”, 1952; “The Seafarers”, 1953), assim como todas as suas longas-metragens (“Fear and Desire”, 1953;”Killer’s Kiss”,1955; “Um Roubo no Hipódromo”, 1956; “Horizontes de Glória”, 1957; “Spartacus”, 1960; “Lolita”, 1962; “Dr. Estranho Amor”,1964; “2001:Odisseia no Espaço”,1968; “Laranja Mecânica”, 1971; “Barry Lyndon”, 1975; “Shinning”, 1980; “Nascido para matar”,1987; “De Olhos bem Fechados”, 1999).
Cada filme teve uma preparação mais meticulosa que o anterior – era esta uma das marcas do realizador. Isso só lhe permitiu fazer treze filmes, mas como disse um dia Scorsese, são suficientes para dez vidas. Cada filme era apresentado como se fosse um objecto nunca antes visto: argumentos originais e corrigidos, esquemas de trabalho, maquetes de cenários, notas pessoais, roupas e “storyboards”, fotografias de rodagem e fotos promocionais, correspondência entre colaboradores, entrevistas a intervenientes, “posters” originais e recortes de imprensa. Todos eles são objectos preciosos e entre eles destacam-se o argumento original de Vladimir Nabokov para “Lolita” (e a correspondência com Kubrick); a carta que informa a proibição de “Dr Estranho Amor” em Portugal; as figuras pop-arte e bonecas do bar “Korova Milkbar” e o fato de Alex (“Laranja Mecânica”); os machados e a máquina de escrever de “Shinning”; o capacete e metralhadora de “Nascido para Matar”; as máscaras em “De Olhos bem Fechados” ou o papel com a palavra passe para a cena de orgia do filme.
A “2001…” é dada atenção especial, com explicações técnicas exaustivas sobre a rodagem, chegando a ser recriada a técnica de transparência utilizada no filme ( colocando virtualmente os visitantes da exposição num dos seus cenários), para além das informações explícitas sobre os outros efeitos especiais ( a viagem ultra-sensorial para Júpiter) ou a presença do próprio HAL. Uma maquete da nave pode ser manipulada por quem o desejar, estando a sua construção documentada em fotografias e vídeo. Mostra-se a influência da época no tempo futuro de “2001”, com uma amostra de objectos feitos por marcas reais (canetas Parker, computadores IBM, roupas vogue), até vemos o manual de instrução da casa de banho de gravidade zero.
Cada documento é a prova rigorosa do trabalho autodidacta e multidisciplinar de Kubrick, quer pelas notas de intenções como pelas fotografias de rodagem, evidenciando-se sempre um realizador atencioso, divertido e integrado em todas as tarefas da equipa, dialogando e rindo com os actores ou jogando xadres durante as pausas.
Kubrick está em todo o lado – observa os intervenientes, filma as suas cenas, segura os reflectores, pinta acessórios, posiciona individualmente os figurantes. Assim foi desde muito cedo – no seu segundo filme “Killer’s Kiss”, 1955), foi realizador, produtor, autor, operador, editor de imagem e de som.
O interesse de Kubrick ultrapassava a simples coordenação de uma equipa. Cada filme era uma missão de pesquisa, um estudo histórico e uma busca de equipamentos perfeitos. Uma sala inteira da exposição é dedicada às suas lentes, algumas vindas da fotografia e adaptadas ao cinema, outras encomendadas para cenas específicas ( como a impressionante lente Zeiss da NASA para a luz das velas em “Barry Lyndon”). Kubrick não só as escolhia pessoalmente como as coleccionava – há dezenas e dezenas na exposição, documentando no estudo extensivo da luminosidade pelo realizador. As câmaras, da portátil Arriflex (a sua preferida) à imponente Mitchell, também são presença constante.
Noutra das salas, um documentário mostra a relação do realizador com a música, associando géneros musicais a temas: marchas para um exagero dramático, electrónica para estimular a percepção, temas litúrgicos para contemplar o incógnito, cordas para a solidão e melancolia, canções populares para mensagens subliminares ou música experimental na entrada de outros mundos. Era um Kubrick maestro que recusava as encomendas e controlava todos os movimentos, indo buscar sentimentos a obras clássicas (na dança dos astros de “2001”, nas notas pontiagudas de “Olhos Bem Fechados”) ou recriando-as como personagens (na reinterpretação robótica de “Laranja Mecânica”).
Os seus projectos não concretizados estão também presentes na exposição: “Aryan Papers”, filme baseado no Holocausto (abandonado quando Spielberg anunciou “ A Lista de Schindler”); os trabalhos preparatórios para “A.I.”, projecto que esperava um avanço nos efeitos especiais (mais tarde finalizado por Spielberg); e sobretudo um filme sobre Napoleão, a grande paixão da vida de Kubrick. O fascínio do realizador pelo imperador francês é explícito – vemos as dezenas de livros de Kubrick sobre a personagem histórica, o argumento escrito e acabado em 1969, o enorme plano de trabalho (organizado ao segundo) que divide a vida de Napoleão em 221 cenas, ou 236 minutos e 41 segundos de filme, e o impressionante armário-ficheiro que reúne todos os meses da sua vida (com cores diferentes para cada personagem). Nenhum estúdio aceitaria projecto tão arriscado.
O que já se sabia de Kubrick confirma-se nesta exposição: um artista controlador e experimental, obcecado com o estudo da natureza humana e com a organização detalhada do seu trabalho. Mas conhecemos também as suas dúvidas, o receio da dispersão, a dificuldade em gerir a pressão e a censura ao seu trabalho. Ao ler as cartas de protesto aos seus filmes (desde o censurado “Horizontes de Glória” até ao seu último filme) e a violência das interpretações que as suas obras geraram (Laranja Mecânica” esteve proibido nos cinemas britânicos), vemos um artista também incompreendido e desolado, preso a uma imagem fria e obsessiva. Afinal, a sua relação com a imagem era acima de tudo apaixonada, como um caminho de desafios por quebrar.

E agora vamos sonhar…sonhar que um dia esta exposição nos visite. Afinal é o sonho que comanda a vida…

Para terminar, informam-se os interessados, que se realiza, de 29 do corrente até 16 de Junho, por iniciativa da Ar.Co http://www.arco.pt/ um curso teórico “Stanley Kubrick: uma mundivisão”, em que é feita a análise integral da obra do autor, e no início das sessões, cada filme será comentado e no final alargado a debate com apoio de textos sobre o realizador. Este curso será conduzido pelo realizador e critico de cinema Lauro António.



(texto original publicado no "Y")

segunda-feira, 24 de março de 2008

OBRIGADO !!!


Depois de tantas manifestações de amizade, não posso deixar de manifestar a minha simpatia para com todos que quiseram, de alguma forma felicitar-me pelo meu aniversário. Pegando, melhor dizendo, roubando este vídeo, gentilmente postado pelo Graphic_Diary, é desta forma que o faço. Bem hajam!

domingo, 23 de março de 2008

Único dia


Nunca me lembro que alguma vez tenha festejado o meu aniversário no Domingo de Páscoa; . Estava até para questionar a minha Mãe se ela se lembraria que tal tivesse acontecido quando eu era pequenito.
E eis que recebi um mail que me explica a razão porque tal facto só uma vez na minha vida acontece, precisamente neste ano, hoje.

A Páscoa é sempre no primeiro Domingo depois da primeira lua cheia depois do equinócio da Primavera (20 de Março).Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano.Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida! E só os mais velhos da nossa população viram alguma vez uma Páscoa tão temporã (mais velhos do que 95 anos!).1) A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228 (daqui a 220 anos). A última vez que a Páscoa foi assim cedo foi em 1913.2) Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos). A última vez que foi em 22 de Março foi em 1818. Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.Aproveito a oportunidade para desejar uma Páscoa feliz!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Steve Walker


O artista canadense Steve Walker começou a pintar aos 25 anos, após uma inspiradora viagem à Europa. Hoje, seu trabalho já viajou o mundo e foi exposto em renomadas galerias de Toronto, Montreal, Nova York, Filadélfia e Key West.Em 202, fez parte da 1ª.Exposição de Arte Contemporânea, realizada em Oeiras.Através de uma linguagem visual dramática, sofisticada e sedutora, aliada a elementos de luz, sombra, cores e composição, a obra de Walker forma um panorama impactante de aspectos cotidianos e cenas contemporâneas da vida. Com forte temática gay, as telas de Walker costumam exibir a poesia da intimidade entre dois homens ou a beleza da forma física masculina através de linhas perfeitas

quarta-feira, 19 de março de 2008

Os "pecados" da Igreja


Por que razões, nada espero da Igreja, principalmente tendo à sua cabeça o actual Papa, Bento XVI:
Porque ataca a eutanásia e defende o valor do sofrimento
Por considerar o aborto como um homicídio, em todos os casos
Por tornar o divórcio deveras difícil, convertendo a vida de um casal num inferno para eles e para os seus filhos, e provocando a violência doméstica
Por impedir outros tipos de matrimónios ou uniões, que em nada prejudicam nem atacam o matrimónio tradicional
Por não tolerar a homossexualidade, considerando-a um desvio moral, uma doença ou um pecado
por querer ensinar a religião duma forma obrigatória a todos, em vez de a reservar ao âmbito familiar ou à comunidade crente
Por não respeitar o laicismo, que é o estado primitivo do individuo
Por se opor à utilização da célula-mãe, que tantas vidas poderia salvar
Por continuar a baptizar as crianças, seres inconscientes do acto que recebem
Por converter a comunhão das crianças num acto de ostentação e riqueza, contrariando a vida pobre de Jesus
Por calar os seus membros, nas festas das aldeias, quando por motivos de honrar santos e virgens, se torturam animais indefesos e inocentes
Porque rejeita o preservativo, elemento indispensável para fazer diminuir a Sida
Por acumular riquezas no Vaticano e em grande parte dos seus templos, quando Jesus disse que Ele não tinha sequer onde deitar a cabeça
Porque toda a hierarquia da Igreja, a partir da sua cúpula, deseja o poder, quando o Mestre veio para servir e não para ser servido
Por rejeitar a pílula, meio eficaz para exercer uma paternidade responsável
Por ser a Igreja apenas uma “repartidora” de sacramentos, em vez de ser a transmissora da Boa Nova
Por impor o celibato a todos os sacerdotes, sabendo que isso não era a regra na Igreja primitiva
Por ter convertido a Igreja numa burocracia descomunal, longe da simplicidade praticada pelos primeiros cristãos


(Este texto foi elaborado por um sacerdote de Valência – Espanha, e foi publicado na revista Zero)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Jantar de bloguistas


Foi há cerca de um ano atrás, que com esta mesma foto, lancei um desafio, através de um post, aquilatando da possibilidade de realizar um jantar reunindo bloguistas amigos; em virtude do bom acolhimento da iniciativa veio o mesmo a realizar-se em finais de Abril, e embora o número de convivas tivesse sido inferior ao previsto, por impossibilidades de última hora (acontece sempre), ainda estivemos reunidos cerca de 10 amigos, numa noite extremamente bem passada.
Daí a ideia de voltar a fazer esse jantar, agora com francas possibilidades de um maior número de participantes, até porque se trata de uma iniciativa conjunta com o Paulo e o Zé, os meus amigos do Felizes Juntos, que aderiram com agrado a esta ideia e assim possibilita os bloguistas que habitualmente frequentam os nossos blogs de se encontrarem além daqueles (e não são poucos), que conhecem simultaneamente os dois blogs..
Desde já lançamos a data, que será no próximo dia 19 de Abril, um sábado, aqui em Lisboa, em local a determinar muito brevemente.
Para que possamos ter uma ideia do número de pessoas que irão estar presentes, solicitamos que nos confirmem , para um dos e-mails de qualquer dos blogs, assinalados em cada um, a sua vontade de participar; claro que esta participação não está limitada, nem apenas aos bloguistas que nos visitam habitualmente, nem quanto a eventuais convidados; basta darem-nos indicação do número de pessoas.
Esperando um bom acolhimento a este evento, cá ficamos à espera das vossas respostas.

quinta-feira, 13 de março de 2008

"Preços de amor"

Vindo uma vez mais "via Catatau", isto é imperdível...
Se não entenderem o francês, tentem a tradução que vale a pena.
E claro, cliquem para conseguir ler e riam que o fim de semana vem já aí...

quarta-feira, 12 de março de 2008

"Os olhos do mundo e a fortuna"




Há já bastante tempo que andava para conhecer o Espaço Karnat, situado junto ao Liceu Camões, numas antigas instalações da antiga Faculdade de Medicina Veterinária (ainda estão lá as bancas de pedra para dissecação dos animais), e que tem apresentado ao longo da sua ainda breve existência, e sob a orientação de Luís Castro, várias iniciativas ligadas ao espectáculo, principalmente na vertente teatral, com destaque para temas alternativos, nomeadamente homossexuais.
Pois fui lá no passado domingo, para assistir a uma representação (penso que a última), de uma peça apresentada pelo “Grupo de teatro 3-sete-3”, e que tem por título “Os olhos do mundo e a fortuna”, da autoria do dramaturgo canadiano John Herbert, e que foi traduzida, adaptada e encenada por José Henrique Neto, fundador do referido grupo e que nesta peça também é intérprete (é o guarda do reformatório).
Fortune and Men’s Eyes (título retirado do Soneto XXIX de Shakespeare) é uma peça crua e amarga sobre a degradação e a brutalidade física e moral num reformatório masculino. O protagonista é SMITTY, que cumpre uma pena de seis meses por um delito menor. A peça foca a sua transformação de um ser humano essencialmente não criminoso e até um pouco naïf num prisioneiro empedernido, que acaba por se tornar ainda mais insensível e cínico do que os companheiros de cela. Os companheiros de cela são três: ROCKY, oportunista, manhoso e gabarolas; QUEENIE, agressivamente “bicha” quando lhe convém, que manobra o sistema iníquo do reformatório em seu proveito; e LEO (“Mona Lisa”), um rapaz meigo que aprendeu a separar corpo e consciência para ir sobrevivendo. A interacção destes personagens cria a dinâmica da peça, uma tensão sombria que resulta na corrupção final de Smitty.
Esta peça foi escrita nos anos 60, sendo portanto anterior ao episódio de Stonewall, em Nova York, em Junho de 1969, quando o movimento de libertação homossexual, como hoje o conhecemos, ainda não existia, e é curiosamente a peça mais publicada de qualquer dramaturgo canadiano, traduzida em 40 línguas e representada em mais de 60 países; teve um impacto social directo e duradoiro, pois, se por um lado apela à tolerância da diversidade em vez da negação pelo ostracismo e à redenção dos tormentos pessoais pelo amor, por outro lado, apela muito claramente a uma reforma do sistema prisional, e deu um contributo forte e pioneiro para acabar com as caracterizações estereotipadas de personagens homossexuais.
A interpretação está a cargo, além do já referido encenador, de um grupo de quatro muito jovens actores: José Redondo, Luís Lobão, Paulo Brito e Tomás Alves.
Numa breve apreciação pessoal, não sendo uma obra-prima, vê-se com agrado, numa encenação muito simples, tendo os intérpretes, aquém falta alguma experiência de palco, dado o seu melhor; no seu todo, é um espectáculo que nos mostra os relacionamentos “manhosos” que se estabelecem nos estabelecimentos de reclusão, e como lá dentro, vitimas de um sistema, os jovens aprendem à sua custa, a tornarem-se eles próprios os “utilizadores” desse próprio sistema, em que os actos homossexuais têm um papel bastante determinante.

segunda-feira, 10 de março de 2008

And you my love


O amor, diz-se, ultrapassa tudo: preconceitos, distâncias, barreiras, eu sei lá…Mas por vezes e não obstante haver a certeza de ter encontrado a pessoa certa e de essa certeza ser recíproca, assalta-nos essa estranha melancolia, travestida de tristeza, a que nós portugueses pusemos o nome de saudade! E quão difícil é superá-la, quantas vezes não apetece largar tudo e ir embora ao encontro da Vida.Se bem que hoje as possibilidades de contacto serem muito mais vastas do que antes, isso não basta e até leva a um recrudescer dessas saudades; contam-se os dias que faltam para o reencontro e quase acho um paradoxo eu sonhar mais com o dia anterior ao novo abraço, do que com o próprio dia, pois nesse, já estou a roubar preciosos minutos ao limitado tempo que depois usufruirei. Sei que muita gente não aguentaria, mas ao pensar no Déjan, no seu sorriso e em tudo o que o que me envolve a ele, logo sereno e fico mais “paciente” na minha impaciência. Do lado dele sinto anseios similares, e daí ter a certeza, no meio desta saudade ansiosa, de que estamos a trilhar o nosso destino e que isso vale a pena, pese embora toda esta separação física.E embora os dias juntos sejam uma festa continuada de afectos e vivências, tão rápido se aproxima logo uma nova separação, apenas suportada pelo aprazamento de um futuro encontro.É realmente difícil ser-se totalmente feliz, mas já é bom sentir a felicidade plena, de tempos a tempos e de, no dia a dia, ter também a felicidade de ver, ouvir e falar com quem muito se ama.Quanto custa a chegar o início de Junho…

quinta-feira, 6 de março de 2008

Joel-Peter Witkin


Joel–Peter Witkin, de 68 anos, é um nova-iorquino que faz gala do choque. Fotografa cadáveres – ou pedaços -, transsexuais, hermafroditas e pessoas com deficiências físicas.
O seu trabalho é vulgarmente considerado ofensivo, mas a sua criatividade e o recurso a técnicas originais, como arranhar negativos ou despejar lixívia e tinta nas impressões, levam muitos a catalogarem-no como genial.Pode ser visto aqui e aqui.

terça-feira, 4 de março de 2008

Crianças...



Nos tempos conturbados em que está a decorrer a vida dos professores, nada melhor do que amenizar um pouco a sua vida com aquelas “coisinhas” que todos eles vão encontrando nos seus alunos, principalmente os da faixa etária mais nova; eu próprio, quando professor me dei ao trabalho de compilar algumas das coisas “curiosas” que ia encontrando nos testes e lamento não saber hoje onde pára esse caderninho…


- A Bíblia dos Muçulmanos chama-se Kodak. (e Fuji em Japonês)

-O Papa vive no Vácuo (Era bom!)

- Antigamente na França os criminosos eram executados com a Gelatina (pelo menos assim não doía tanto)

- Em Portugal os homens e as Mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia. (É frustrante que até nestas idades já pensam assim...)

- Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã. (Um destino terrível...)

- Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar o vestido de noiva. (que pena ahh)

- Um seguro de vida é o dinheiro que se recebe depois de ter sobrevivido a um acidente grave. (Certo! E estas pessoas geralmente vivem com outro nome no Brasil)

- Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi utilizado e é bom para o ambiente (Que bom!)

- Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem. (Com os animais de estimação também funciona assim.)

- Adão e Eva viviam em Paris (Sim, sim lá também é Paridisiaco).

- O hemisfério Norte gira no sentido contrário do hemisfério Sul (Viver ao longo do Equador deve ser divertido)

- As vacas não podem correr para não verterem o leite. (Que bom saber isso)

- Um pêssego é como uma maçã só que com um tapete por cima (Nunca tinha pensado nisto)

- Os douradinhos já estão mortos há muito tempo. Já não conseguem nadar! (Conseguem sim! No óleo da frigideira)

- Eu não sou baptizado, mas estou vacinado. (Efectivamente deve ajudar mais)

- Depois do homem deixar de ser macaco passou a ser Egípcio. (Mmm..Isto ainda não sabia!)

- A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas. (Nunca mais como batatas)

- O meu tio levou o porco para a casota e lá foi morto juntamente como meu avô. (Bem, se o avô já lá estava)

- Quando o nosso cão ladrou de noite a minha mãe foi lá fora amamentá-lo. Se não os vizinhos ficavam chateados. (E assim como terão ficado?)

- A minha tia tem tantas dores nos braços que mal consegue erguê-los por cima da cabeça e com as pernas é a mesma coisa. (Acho que a mim aconteceria o mesmo ás pernas)

- Um círculo é um quadrado redondo (também pode ser visto assim)

- A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio. (Um génio)

- A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas às escondidas para os meus pais não ficarem preocupados. (Sem comentários)________________________________

segunda-feira, 3 de março de 2008

A poeira assenta...

(clicar para aumentar)



Do blog Graphic_diary, roubei descaradamente (mas com prévia autorização), esta imagem/texto, que vem demonstrar parte do exposto por mim em textos anteriores, sobre os interesses americanos no Kosovo. Infelizmente, muito mais há para mostrar o que é aquele “país”, e por isso vos convido a ver aqui e aqui, onde comentadores norte-americanos (não sérvios ou russos), analisam um pouco melhor o que existe naquele “paraíso”, tão rapidamente apadrinhado por grande parte do mundo ocidental.
É realmente incrível que se fechem os olhos perante realidades tão flagrantes numa região que tem como um dos seus dirigentes máximos Hashim Thaci, e que é um autêntico “pequeno mundo” de corrupção, tráfico e anarquia económica e social.
Resta-me a consolação de que Portugal, embora eu pense que acabará por reconhecer o Kosovo, pressionado pelos pesos pesados da EU, tenha até aqui usado de reservas profundas acerca do mesmo, alinhando dentro da EU, ao lado da Espanha, Grécia, R. Checa, Eslováquia, Roménia, Chipre e Malta.
E depois queixam-se os EUA, como grandes vitimas, dos actos (condenáveis, concordo), contra a sua embaixada em Belgrado, mas é difícil conter uma população conformada, depois de lhe ter sido roubado 1/3 do seu território, convenhamos…
E no terreno, ainda há dois dias, mais uma vez os cemitérios da agora minoria sérvia foram profanados; isto já não interessa como notícia, nem leva a protestos internacionais.