terça-feira, 31 de agosto de 2010

"O Bom Rebelde"

Em 1997 o filme “Good Will Hunting”, que em português se chamou “O Bom Rebelde” foi candidato a vários Óscares, entre os quais o de melhor filme, melhor realizador (Gus Van Sant), melhor actor (Matt Damon), melhor actor secundário (Robin Williams) e melhor argumento original ( Matt Damon e Ben Affleck). Ganhou dois e muito merecidamente – o de melhor actor secundário (RW) e o do melhor argumento, algo inesperado devido principalmente à pouca experiência e muita juventude de Damon e Affleck (curiosamente ambos actores e protagonistas deste filme, que também os lançou no mundo do cinema, embora Damon tenha hoje uma projecção de grande actor e Affleck, apesar de bonito e atractivo tem-se mostrado um canastrão na arte de representar).
Se há num filme uma cena que justifique, só por si, a justiça dos dois Óscares obtidos é esta, pois nela está todo o portento representativo de Robin Williams, mas também um diálogo, quase monólogo, assombroso, entre o psicólogo Sean e o “bom rebelde” Will.
É uma cena de um segundo encontro entre  ambos; Will é um génio matemático e não só, que consegue falar de uma maneira brilhante sobre temas variados que nunca estudou, e Sean, um psicólogo que o tenta ajudar a “encontrar-se”.
Claro que não é a mesma coisa que ouvir a cena falada em inglês, como está no vídeo, mas para quem não domina bem o inglês, dei-me ao trabalho de trazer aqui a tradução portuguesa desta cena:

"É o senhor outra vez?
Vem comigo.

Que é isto agora, um momento|de qualidade entre dois gajos?
Muito bonito... Tem um fraco|por cisnes, algum fetiche?
Que talvez devêssemos|dissecar?
Estive a pensar no que disseste|outro dia sobre o meu quadro.
Passei metade da noite acordado|a pensar.
E ocorreu-me uma coisa...
Depois caí profundamente a dormir|e não voltei mais a pensar em ti.
Sabes o que me ocorreu?
Que não passas de um puto que não|fazia ideia do que estava a dizer.
O que é natural;|nunca saíste de Boston.
Deves ser capaz de me resumir|todos os livros de arte já escritos.
Miguel Ângelo...|Sabes imenso sobre ele.
Obra, ideais políticos,|relações com o Papa,
orientação sexual, tudo?
Mas aposto que não sabes|a que cheira a Capela Sistina.
Nunca lá estiveste a olhar|para cima, para aquele tecto.
Nunca o viste.
Falando de mulheres, descreves-me|uma sebenta inteira de tópicos.
Até podes ter ido para a cama|com algumas.
Mas saberás o que é|acordar feliz ao lado de uma?
És um puto todo teso...
Se te falasse da guerra, eras|capaz de me vir com Shakespeare?
"Uma vez mais a contenda,|queridos amigos..."
Mas nunca estiveste numa.
Nunca tiveste no colo|a cabeça do teu maior amigo
e o viste respirar uma últimavez,|pedindo-te ajuda com o olhar.
Falo-te do amor e certamente|me recitarás um soneto.
Mas nunca olhaste uma mulher|sentindo-te totalmente vulnerável,
nunca conheceste nenhuma que|te consolasse só com o olhar
e te fizesse sentir que Deus|tinha criado um anjo só para ti,
para te arrancar|das profundezas do lnferno.
E não sabes o que é ser|o anjo dela,
sentir um tal amor por ela,|estar-lhe de tal maneira ligado
que a apoiarias|até se tivesse um cancro...
Não sabes o que é dormir sentado|dois meses num quarto de hospital,
por os médicos verem
que a frase "horas de visita"|não se te pode ser aplicada.
Não sabes o que é sofrer|uma perda dessas,
porque só sabe quem ama alguém|mais do que a si próprio.
Duvido que tenhas ousado|amar assim tanto alguém.
Olho para ti e não vejo|um homem inteligente e confiante.
Mas um puto atrevidote|e borrando-se de medo.
Mas um génio, Will,|isso ninguém nega.
Ninguém perceber jamais a complexidade|que há dentro de ti.
Mas lá por teres visto|um quadro meu
julgas conhecer-me e que podes|dissecar a minha vida inteira.
És órfão, não é?
Achas que posso começar a imaginar|o dura que foi a tua vida,
o que sentes, quem tu és,
lá por ter lido "Oliver Twist"?|O livro define-te, achas?
Pessoalmente estou-me a cagar,
por não aprender nada contigo|que não leia num livro qualquer.
A não ser que queiras falar|sobre ti, sobre quem és...
Nesse caso fascinas-me,|nesse caso sou todo teu.
Mas isso não queres tu,|pois não?
Por medo do que poderias dizer.
A decisão é tua, chefe."

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A Semente



Uma viagem animada de cerca de dois minutos, através do ciclo natural da vida, de uma simples semente de maçã.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Portalegre, Régio ...e o Miguel

Tenho uma irmã minha que resolveu ir casar a Portalegre, não porque o marido fosse da região, mas porque era a meio caminho, mais ou menos das terras das respectivas famílias; casou numa capelinha na encosta em frente da cidade.
Tinha um grande Amigo, que a morte ceifou cedo demais, que escolheu Portalegre para viver a sua vida profissional, que sempre ali exerceu, sendo a sua mulher sido professora naquela cidade durante esse tempo.
E conheci, há menos tempo, um tipo que me enviou um dia um mail, acerca de um texto que eu publiquei aqui no blog sobre um homofóbico artigo de um jornaleco da cidade e que chegou às minha mãos. Nesse mail, esse tipo, com um orgulho muito alentejano,  orgulho ferido naturalmente, lamentava não o meu texto, mas o artigo em questão, sentindo-se envergonhado, como portalegrense da verborreia de um seu concidadão. Esse tipo, que vim a descobrir ser um tipo muito porreiro, é o Miguel, o Mike, de quem foi tão fácil tornar-me Amigo.
E, “last but not the least”, Portalegre é a cidade de José Régio, um dos grandes nomes da literatura portuguesa  do século passado.
Visitei recentemente Portalegre, onde não ia desde esse referido casamento, para mostrar um pouco mais de Portugal ao meu Déjan, e aí reencontrei o Miguel, evidentemente, que nos acompanhou num dia muito agradável.
Agora, e a propósito da publicação no blog do Mike do poema máximo de Régio – “O Cântico Negro”, ele falou na existência de um CD com a leitura do próprio poeta dos seus versos; perante o meu interesse, o Miguel enviou-me o referido CD, que agradeço sensibilizado.
Dele retirei uns dados auto biográficos manuscritos pelo  poeta que aqui transcrevo.
E porque como referi na altura, a melhor “leitura” que conheço do poema é do grande e inesquecível João Villaret, aqui a deixo também, com toda a sua força brutal.
Finalmente a interpretação muito boa também de Maria Bethânia, deste poema, neste vídeo que deixa também as palavras, em português e em Inglês.

(Clicar na imagem do texto de José Régio, para aumentar).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Operação Vagô

"Dia 10 de Novembro de 1961, sexta-feira. O Super-constellation da TAP Mouzinho de Albuquerque descola à tabela do Aeroporto de Casablanca, em Marrocos. Eram 09h15. O comandante José Marcelino e o co-piloto Raul Teles Grilo ganham altitude, alinham o avião na rota para Lisboa e permitem aos passageiros desapertar os cintos e acender os cigarros. Estava bom tempo. A viagem, de cerca de hora e meia, prometia ser calma. Mal sabia a tripulação que entre os 18 passageiros seguiam seis guerrilheiros, inimigos jurados do regime, chefiados por Palma Inácio. A calma a bordo foi interrompida mal à meia hora de voo. Hermínio da Palma Inácio entra de surpresa pela cabina de pilotagem – e aponta o revólver à cabeça do comandante: “Isto é uma acção revolucionária. Não quero fazer mal a ninguém” – diz. Nunca, na história da aviação comercial, um avião fora tomado no ar. O plano dos revolucionários é arriscado: pretendem seguir na rota para Lisboa, simular a aterragem na Portela e voltar para trás, em voo rasante sobre a capital, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro, para lançarem 100 mil panfletos com apelos à revolta popular contra a ditadura. Aterravam sãos e salvos em Tânger – onde Palma Inácio e companheiros esperavam asilo político. O co-piloto Teles Grilo, o mecânico-chefe António Coragem, o mecânico de voo Alberto Coelho não disseram palavra. Apenas o comandante Marcelino, ameaçado pelo revólver, tentou com serenidade demover o guerrilheiro. Disse que o avião não tinha combustível para regressar a Tânger. Mas Palma Inácio, que era mecânico de aviões e tirara nos Estados Unidos a licença de piloto de linha aérea, estava seguro do que fazia. Exigiu os registos de voo do Super-constellation – e verificou que os tanques tinham sido atestados em Casablanca. Havia gasolina à farta. O comandante tentou outro truque: “Como é que vai lançar os papéis? Eu não posso abrir as janelas do avião” – disse José Marcelino. A resposta de Palma calou-o: “Pode, pode. Voa o mais baixo possível, despressuriza as cabinas e abrimos as janelas de emergência.” Palma Inácio tinha a situação dominada. Lá atrás, a aventura também não podia correr melhor. Os outros cinco revolucionários nem sequer foram obrigados a levantar a voz e a mostrar as armas. O comissário de bordo Orloff Esteves e as duas assistentes, Maria del Pilar e Luísa Infante, aceitaram participar naquele momento histórico – e até ajudaram a lançar os panfletos. Nem todos os 13 pasageiros (americanos, espanhóis, belgas e dois portugueses) compreenderam que o avião fora tomado de assalto: só ficaram a saber depois da aterragem em Tânger. A cerca de meia hora de Lisboa, momentos antes de iniciar os procedimentos de descida, o comandante Marcelino contacta a torre de controlo – e recebe autorização para aterrar na pista 05. Faz a aproximação – mas, no último momento, acelera os quatro motores a hélice: o avião ‘borrega’ sobre a pista, ganha altura e afasta-se do aeroporto. José Marcelino volta a comunicar com a torre – e tenta explicar ao controlador, por meias palavras, que a bordo o obrigam a fazer um voo rasante sobre Lisboa e outras cidades a sul. “Repita lá?” – dizem-lhe da torre. A comunicação é interrompida pela voz de um general da Força Aérea, Costa Macedo – que pilotava um monomotor, percebeu tudo e deu o alerta. Minutos depois, dois caças F-84 levantam voo da Base de Monte Real: descolam com ordens para abaterem o avião da TAP caso não conseguissem obrigá-lo a aterrar em solo português. O Super-constellation iniciou então um perigoso jogo do gato e do rato. O avião teria de voar baixo, a escassos 100 metros de altura, para fugir aos radares e iludir os caças. A manobra era perigosa, só ao alcance de pilotos de elite. Os seis revolucionários tinham levado 100 mil panfletos, impressos em fino papel de seda, na bagagem de mão. O avião passou a rasar a estátua do Marquês de Pombal, sobrevoa a Baixa, guina sob Alcântara. Uma chuva de papéis cai sobre Lisboa – o mesmo no Barreiro, Setúbal, Beja, Faro. Cem mil panfletos voaram das janelas do avião. A missão estava cumprida. O Super-constellation, como estava previsto, aterrou no Aeroporto de Tânger, em Marrocos, às 12h50 de 10 de Novembro, sexta-feira. A operação mereceu honras da Imprensa internacional – era o que os revolucionários pretendiam. Salazar espumou de raiva.
Este texto foi transcrito do primeiro volume de uma pequena colecção de livros intitulada “As Grandes Operações da Guerra Colonial”, que está a acompanhar o Correio da Manhã todas as quintas feiras, mas que pode ser adquirida sem o jornal (começou a 8 de Julho e termina a 9 de Setembro).
E embora no texto, tal não venha referido, esta operação, a que foi dada o nome de “Operação Vagô”, foi planeada por Henrique Galvão.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Asereje

Continuo a afirmar que não há crise de inspiração; sucede que tenho um cojunto de blogs que visito que me apresentam coisas lindas e eu não resisto.
Desta vez, quando vi aqui, este vídeo, logo lá comentei que era susceptível de “rapinanço”, e eis-me aqui a entregar-me à “justiça bloguista”, como um reles ladrãozeco de coisas boas.
Se gostarem tanto como eu, valeu a pena.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

As touradas

A tourada está para a Espanha, como o fado está para nós. Costuma mostrar-se uma corrida de touros quase como um "ex libris" dos nossos vizinhos; e. no entanto, recentemente a Catalunha (sim, eu sei que é uma região autónoma, mas é Espanha), declarou as touradas proibidas no seu território.
Claro que aplaudo, e de que maneira, esta decisão, pois considero a tourada um espectáculo bárbaro e desigual, com um enorme sofrimento para os animais. Embora em Portugal esse "circo" montado para aficionados ricos se divertirem, seja um pouco menos selvagem , pois além do touro ser poupado, evita-se aquilo que para mim é o mais violento momento de uma corrida em Espanha, que é quando o touro é "picado " com as varas, para segundo dizem lhe diminuir a excessiva bravura.
Se alguma coisa escapa na chamada "tourada à portuguesa" é a pega, em que se encontra frente a frente o homem e o touro, mas este já está dominado e enfraquecido depois de tanta bandarilha espetada, depois de tanto sangue derramado.
Será que algum dia, haverá coragem para acabar com esta selvajaria em Portugal?
As fotos são fortes, mas é preciso que sejam, para chamar a atenção de quão degradante é este espectáculo.

Como adenda e por sugestão do Luís, acrescento esta foto, só para fazer pensar um pouco.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Condição Feminina"

Mais do que actual, este pequeno e despretensioso filme, fica como uma homenagem às vitimas de  tanta violência doméstica que anda por aí à solta...
A "isto" sim, já se pode chamar casamento...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"O Império" ou a importância do "quarto poder"

Acabei de ler o terceiro livro seguido de Gore Vidal. Embora permaneça no romance histórico (há quem o considere o maior romancista histórico vivo), Vidal, desta vez localiza temporalmente a sua obra no virar do século XIX para o XX, e situa-a nos Estados Unidos da América, mais propriamente em Washington, capital do país e onde através de figuras públicas importantes, como os presidentes William McKinley e Theodore Roosevelt, o magnata da Imprensa William Randolph Hearst e outras menos conhecidas como o Secretário de Estado John Hay, o pensador Henry Adams e o escritor Henry James, misturadas com personagens de ficção, se mostra como foi o início da “construção” do grande Império norte-americano, afinal tão curiosamente fundamentado, na altura, numa política colonialista, o que partindo de uma ex-colónia inglesa, não deixa de ser interessante.
“O Império” recria de forma brilhante uma época cheia de possibilidades e promessas, um período que viria a ser recordado como a Idade de Ouro da América. Tudo se desenrola nos palcos da política e do jornalismo numa América de transição. E, enquanto o país luta para definir o seu destino, a bela e ambiciosa Caroline Sanford luta para afirmar a sua própria personalidade: ela é, afinal, a encarnação desta jovem e complexa nação. Dos escritórios do seu jornal em Washington, Caroline impulsiona-se para o meio político da capital e enfrenta os dois homens que ameaçam cercear a sua ambição: William R. Hearst (de quem se afirma ser o modelo de “Citizen Kane” de Orson Welles), por quem Caroline sente simultaneamente curiosidade e repulsa, e o incrivelmente ambicioso Blaise Sanford, seu meio-irmão e protegido de Hearst.
Os corredores do poder, principalmente depois do assassinato do presidente McKinley e a chegada ao poder de Teddy Roosevelt, um dos mais carismáticos presidentes que os EUA já tiveram (não confundir com Francklin Roosevelt, presidente durante a II GG), são perfeitamente dissecados e aqui se mostra o imenso poder da Imprensa na ascenção e queda de políticos; na altura apenas a imprensa escrita, mas hoje alargada às televisões e outros meios, não é por acaso que é conhecida como o “Quarto Poder” e na própria América, mais recentemente isso ficou provado, com a exoneração de Nixon, no caso Watergate, provocado por jornalistas do “Washington Post”.
E nós por cá, à nossa reduzida escala, é claro, também temos, e cada vez mais, a poderosa influência desse quarto poder na política; se por um lado, a Televisão Pública, faz, COMO SEMPRE FEZ, o favor de ir agradando ao poder , vemos hoje um ataque nunca visto, principalmente por parte de dois dos mais conhecidos jornais portugueses, “O Público” e “O Sol” e por parte da TVI a um político no poder, procurando denegri-lo da forma mais baixa, independentemente dos erros da sua governação. O famigerado caso Freeport é das maiores nojeiras existentes não só no nosso país, mas até mesmo internacionalmente, uma novela que estes dois jornais vêm alimentando, e que parte de uma denúncia “anónima” fabricada por colaboradores próximos de Santana Lopes e de personalidades ligadas ao CDS. Depois de anos e anos de “trabalho” com o caso juridicamente encerrado, vem agora a suspeição, para sempre, de fraudes sobre impossibilidades processuais POR FALTA DE TEMPO!!!!
Pode ser que um dia Gore Vidal se resolva a escrever um livro sobre a política portuguesa dos últimos anos; estou certo que muita “porcaria” viria ao de cima.


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sábado, 7 de agosto de 2010

Partilhas

Não é por falta de assunto, nem por comodismo; apenas porque na minha visão da blogosfera, a partilha continua a ser a razão primeira.
E quando nas minhas deambulações bloguistas me deparo com coisas que gosto muito, logo tenho vontade de compartilhar esse prazer com quem me segue.
Um dia destes fui encontrar um blog de fotos, fotos fantásticas, só fotos, muitas fotos e nenhuma me deixou indiferente, embora eu não seja senão um amante da fotografia; "peguei" nalgumas delas, das mais recentes e aqui estão, para vos abrir o apetite de visitar o blog que se chama "The Hottest Shit
E as partilhas não acabam por aqui; como sabem,  sempre que não há um vídeo, as minhas postagens são acompanhadas de uma música, a que chamo "Música do dia" e que procuro seja um complemento ou algo que se relacione com o post.
Para esta beleza de fotos teria que ser uma música bela, que vi/li/ouvi, num dos blogs que me continuam a encantar:o "Tertúlias" do amigo Ricardo; deliciem-se com este pequeno pedaço de música de Richard Strauss "Morgen", na inimitável voz de Elisabeth Schwarzkopf.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Seduction of Angels

Eis aqui um pequeno filme do realizador alemão Jan Kruger, datado do ano de 2000, e que se resume a uma belíssima canção de um músico alemão ( a descobrir), cujo nome é Udo Lindenberg, e que tem letra - muito ousada - de Bertolt Brecht (fica a tradução em inglês para não ser tão chocante).
Espero que gostem tanto como eu...


An Angel is to be seduced quickly or not at all
Simply haul him into a doorway
Force your tongue into his mouth and reach
Under his gown until he´s wet
Turn his face to the wall and lift his gown
And fuck him.
And should he moan uneasily
Then hold him tight and let him come twice
Or at the end he’ll give you a shock
Or at the end he’ll give you a shock
But don´t look, don´t look
Don´t look at his face as you fuck him
And his wings, his wings
Man, don´t crush them
Don´t look, don´t look
Don´t look at his face as you fuck him
And his wings, his wings
Man, don´t crush them
Admonish him
To swing his ass well
Coax him
lnto grasping your testicles
Tell him he can let himself fall without fear
All the time he´s hanging between heaven and earth
All the time he´s hanging between heaven and earth
Don´t look, don´t look
Don´t look at his face as you fuck him
And his wings, his wings
Man, don´t crush them

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Blogs com música

Há muito tempo que não dou seguimento àqueles desafios, tipo "correntes" que, de quando em vez, aparecem na blogosfera.
Mas, um dia destes o blog "Retiro o que disse", desafiou-me de uma forma divertida e algo original: muito simples; escolhem-se cinco blogs e para cada um deles seleccionas uma música que te parece adequada a esse blog. Não interessa exactamente saber qual o grau de proximidade dessa escolha, até pode ser apenas por que veio à cabeça que "aquela música" liga bem com tal pessoa, ou até por nada...
Depois cada um dos "escolhidos" deverá fazer o mesmo, no seu blog.
Na minha escolha dos cinco blogs (acabei por escolher seis)  imperou acima de tudo a ideia de que os blogs escolhidos darão seguimento ao desafio; portanto não me desiludam.
E os outros blogs opinem se a escolha musical é adequada ou não, aos vossos olhos, é claro.
Aqui vão os vídeos para cada um dos seis blogs.