terça-feira, 15 de Abril de 2014

"Io Che Amo Solo Te"

Ontem, ao rever algumas cenas, principalmente as últimas, do filme “Haway” que o João Eduardo pôs no blog dele, e como é hábito quando vejo cenas semelhantes, vieram-me as lágrimas aos olhos e o meu pensamento voou para Belgrado e para a intensa saudade e a imensa necessidade de abraçar e ter o Déjan comigo.
Claro que passado poucos minutos estávamos a falar no Skype e não consegui ocultar os meus sentimentos do momento, aos quais ele juntou os dele.
Há muito não estamos juntos e não podemos saber quando poderemos fazê-lo de novo, mas embora isso seja uma enorme necessidade para ambos, não estamos a colocar qualquer pressão sobre o assunto pois sabemos ambos que o processo de mudança de vida que o Déjan está a passar, com o final do estágio, o aproximar do final dos estudos de alemão e toda a complicada burocracia da sua candidatura ao trabalho num hospital ou clínica alemã, é demorada e árdua.
Além disso, o Pai dele resolveu viver com ele estes últimos tempos antes de ele rumar para a Alemanha o que inviabiliza uma deslocação minha a Belgrado.
Qual a minha surpresa quando hoje recebi uma encomenda  remetida de Belgrado (claro que enviada há dias), e pelo apalpar da mesma logo vi que vinha aí mais um daqueles coraçõezinhos vermelhos com a frase “VOLIM TE” (amo-te), para a minha já considerável colecção. 
Mas vinha acompanhado, o coração; trazia uma foto dele
linda, linda (claro que eu sou suspeito), e que já está devidamente encaixilhada e no sítio certo, na minha sala, com uma daquelas frases típicas do Déjan no verso da foto: “amo-te bubuska moa bubana” – tirando o “amo-te” o resto são palavras inventadas das muitas que ele tem para me mimar, e só eu sei a sua “tradução”, pois não vêm em qualquer dicionário.
Vinha também um postal de Belgrado, que dizia mais ou menos isto: “esta cidade precisa de ti, mas eu espero que nos encontremos, algures na Alemanha, na próxima vez. É um período muito difícil e stressante para mim, mas tu estás sempre no meu coração”.
Acreditem, é difícil, mas é maravilhoso e muito compensador, apesar de tudo, para ambos, viver um amor assim, vai para 9 anos...
E, pronto, porque sou Carneiro, porque nos amamos muito, aqui estou a partilhar a minha imensa felicidade.

VOLIM TE, chako pako!!!

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Um excelente fim de semana

Foi um excelente fim de semana, marcado por dois acontecimentos bastante diferenciados e qualquer deles muito gratificantes.
Em primeiro lugar, quero referir-me à visita a Lisboa do meu amigo de há muito, o Edu, que há anos andava a “ameaçar” vir até cá, mas só agora cumpriu a “ameaça”. Trouxe com ele excelente companhia: a sua Mãe, D.Augusta, pessoa simpatiquíssima e com quem se pode falar de tudo com uma amabilidade extrema, e também o seu namorado, o Reginaldo, com quem o Edu faz um excelente par.
O Edu é exactamente aquilo que eu sempre julguei pelo que lia no blog e nos contactos que íamos tendo – uma pessoa com um dom especial de convivência, com um discurso muito particular e saborosíssimo, naquele linguarar de Sampa, que é muito mais que o brasileiro a que estamos habituados; tem um humor muito apurado, e é de uma grande ternura.
Passei com eles o dia de sexta feira, tendo-os levado de carro naquele “velho percurso”: Lisboa, Sintra, com Pena incluída, Praia das Maçãs, Azenhas do Mar, Cabo da Roca, Boca do Inferno, Cascais, Estoril, e depois uma visita aos pastéis de Belém e ainda uma ida ao Cristo Rei, para ver Lisboa de frente, sempre tão linda.

No sábado fomos jantar ao Parque das Nações, num grupo alargado ao Miguel Nada, à Margarida Leitão e ao João Máximo e Luís Chainho, em casa de quem acabámos a noite (moram mesmo pertinho da Expo)
a apreciar uma torta de laranja deliciosa que a Margarida fez para a ocasião e numa tertúlia muito interessada sobre música brasileira e música portuguesa, e seus intérpretes
 Foi uma bela noite.

Hoje domingo, fui à tarde, com o Miguel, ver a última produção teatral dos Artistas Unidos, no TNDM, “Regresso a casa”, de Harold Pinter, numa encenação de Jorge Silva Melo, que também é intérprete.
O protagonista é o fantástico João Perry, no papel de Max, o pai, que vive com dois dos seus filhos, interpretados por Elmano Sancho e João Pedro Mamede e com o seu irmão (JSM), e a este núcleo familiar totalmente masculino, muito marcado pela ausência de uma figura feminina ( a mãe, já tinha falecido???), junta-se o terceiro filho, que vive nos EUA e traz com ele a sua mulher, que a família ainda não conhece. Este casal é interpretado por Rúben Gomes e Maria João Pinho.
Note-se que todos estes actores à excepção de João Perry, fazem parte dos elencos habituais da companhia dirigida por J.Silva Melo e são todos actores de excelência.
A peça, uma das mais conhecidas de Pinter é muito forte e a única personagem feminina torna-se o centro não só da narrativa, como toma mesmo o centro nevrálgico daquela família tão peculiar.
É uma peça que eu atrever-me-ia de qualificar de amoral, mais do que imoral, pois aqui a moralidade não existe…Fortíssima pois, como é hábito de Pinter.
Jorge Silva Melo
já muito experimentado na encenação do dramaturgo inglês, não tem qualquer dificuldade em assinar uma encenação, a todos os títulos brilhante.
É uma peça imperdível, do melhor que tenho visto nos últimos tempos.

E, "the last, but not the least", o meu Benfica, sagrou-se hoje, praticamente campeão nacional da época 2013-14 (falta-lhe um ponto e três jogos para o conseguir). 
Absolutamente justo este título do SLB.

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

The Gay Men Project

A ideia por detrás do “Gay Men Project” é bastante simples.
Nos últimos dois anos Kevin Truong* viajou por diferentes cidades em todo o mundo e fotografou como pode, muitos homens gays.
Até agora foram cerca de 400, em 15 cidades distribuídas por 4 continentes.
Ele pede a cada uma das pessoas que fotografa, que descreva a sua história, publicando esses depoimentos junto com as respectivas fotos.
Tem um blog com esses depoimentos
O seu objectivo é criar uma plataforma para desfiar estereótipos e é também uma forma de criar uma espécie de comunidade para outras pessoas que podem não ser tão abertamente gays.
Pode ser uma pessoa conhecida (um actor, um atleta profissional), mas também uma pessoa perfeitamente desconhecida.

*Kevin Truong nasceu num campo de refugiados vietnamita, em Kuala Lumpur (Malásia), tendo a sua família emigrado para os EUA no ano seguinte ao seu nascimento.
Aí fez o Bacharelato em Economia numa Universidade e passou quatro anos a trabalhar, sem fins lucrativos, num programa de desenvolvimento para a juventude, em vários pontos dos EUA e também em Belize.

Podem ver aqui um vídeo com os primeiros 373 retratados.

terça-feira, 1 de Abril de 2014

Dois livros de fotografia

O meu amigo Félix, amante da fotografia e bom fotógrafo, esteve recentemente em minha casa e trouxe-me alguns belos livros de fotografia.
Claro que são livros especiais, em que o texto tem a sua importância, mas em que o essencial são as imagens.
Já li (vi) dois deles, ambos muito belos e bastante diferentes.
Um é “Gens du Barroso – Histoire de une belle humanité”
com fotos do fotógrafo francês Gérard Fourel e com textos do português Antero de Alda, em que se faz o registo de algumas das mais típicas aldeias da serra do Barroso (Trás-os-Montes). São fotos cruas, de uma vida dura, cinzenta e fria, mas muito belas.

O texto é bilingue (francês e português) e é um livro muito interessante. Podem e devem ver todas as fotos deste livro aqui.

O outro é da autoria da famosa fotógrafa americana Annie Leibovitz, de ascendência judia e à qual já dediquei há tempos um post neste blog com algumas das suas mais famosas fotos.
Chama-se o livro “A Photografer’s Life: 1990-2005"
e nele,Annie mais que mostrar as suas principais fotos, dedica a maior parte da obra a dois temas muito pessoais – a sua família, nomeadamente os seus pais e o seu relacionamento com Susan Sontag

 uma das mais importantes pessoas da sua vida.
Claro que estão no livro fotos célebres, mas essencialmente são registos muito íntimos, sem a preocupação de fazer uma bela foto, mas e por isso mesmo, muito reais. Pode ver-se o envelhecimento dos pais e pode ver-se a progressão da doença de Susan.
Curiosamente uma das fotos mais conhecidas deste livro foi tirada por Susan Sontag e é um retrato de Annie nua e em adiantado estado de gravidez.
É portanto um livro fundamental para quem se interessa por fotografia e principalmente pela vida e obra de Annie Leibovitz.

Em complemento um acompanhamento musical de canto popular transmontano – “A fonte do salguerinho”.

sábado, 29 de Março de 2014

Shabbat Dinner

“Shabbat Dinner” é um filme quase artesanal, filmado pelo realizador Michael Morgenstern, com uma pequena equipa no apartamento de um amigo, que foi pensado sobretudo para fazer parte de uma escola de cinema.
Nunca foi intenção que ele se transformasse num êxito, mas isso aconteceu quando os seus autores começaram a enviá-lo para festivais de cinema, tendo agradado tanto que já foi mostrado em mais de 50 festivais.
Talvez porque o filme está muito bem estruturado num ambiente especial, um jantar comemorativo de uma festa judaica, que reúne duas famílias nova-iorquinas judias, bastante diferentes, mas ambas com dois jovens filhos homossexuais, um deles assumido e bem aceite pela família, e outro que se está a tentar a descobrir a si mesmo, sem sequer pensar em sair do armário.
É uma curta muito curiosa quer pela forma como encara os problemas dos jovens homossexuais, quer pela forma como essas questões são encaradas pelas suas famílias em sentidos bastante diferenciados, tanto nos jovens como nas famílias.

quarta-feira, 26 de Março de 2014

Margarida...e não só...

Hoje venho falar de uma boa Amiga, que nem sequer é uma “velha” Amiga, se comparada com gente que conheço há muitos mais anos.

Estou a referir-me à Margarida, que conheci há pouco mais de 2 anos quando ela me começou a comentar este blog; como é sabido, eu procuro sempre interagir com os meus comentadores e dessa interacção com a Margarida resultou um empurrão que lhe dei e que a levou a iniciar em Janeiro de 2012 o seu blog “Mas tu és tudo e tivesse eu casa tu passarias à minha porta”, o qual é hoje já uma referência na blogo.

Passado pouco tempo dessa data, numa feliz conjugação, conheci pessoalmente a Margarida, durante um jantar em minha casa em que tive também a oportunidade de conhecer pessoalmente o João Máximo e o Luís Chainho; nem sonhava que estava além de os conhecer a estabelecer um primeiro contacto entre eles os três, que mais tarde tão bons frutos já deu…

Pois a Margarida, que depois foi minha colaboradora no último jantar dos blogs, tornou-se por meio da sua simpatia e fácil comunicação uma Amiga que hoje ocupa um lugar especial nas minhas afectividades.

Tem dois vícios terríveis e que eu tenho também: os seus gatos e os livros.

Daí ter sido tão fácil o nosso entendimento; e além de devoradora de livros, a Margarida começou a “escrevinhar” umas coisas aqui e ali, com destaque para as suas colaborações no Pixel do saudoso Eyes Sad (por onde andas tu?) e pelas suas iniciativas de escrever micro-contos relacionados com pessoas que ela conhecia da blogo, mesmo que só virtualmente.

Foi fácil chamar a atenção do João e do Luís, que nos seus tempos livres fundaram uma “coisa” que se chama “INDEX ebooks” (já lá vou) e que fez com que a Margarida publicasse o seu primeiro livro – um livro de micro contos já com o seu nome literário, Margarida Leitão e que recebeu o bonito nome de “Instantâneos: fragmentos de memória”
publicado precisamente pela INDEX.

Esse livro mereceu-me o seguinte comentário no Goodreads:

“Ler um primeiro livro de um autor que conhecemos pessoalmente e de quem somos particular amigo, nem sempre é fácil. A situação piora quando o autor, neste caso a autora, Margarida Leitão, nos privilegia com frequentes consultas sobre um texto ou outro, sobre uma história ainda de contornos não completamente definidos e nos pede uma opinião concreta e sincera. Quando sentimos que contribuímos, de uma forma indirecta, é certo, para o aparecimento dessa obra, pois demos à autora o “empurrão” decisivo para que ela se integrasse e se adaptasse com uma extrema facilidade a uma realidade tão apelativa como é a blogosfera, quando se tem sede de comunicar ideias, recordações, afectos ou anseios, a situação torna-se quase crítica… E a obra nasce, bela, definida enfim, pujante de frases bem construídas que descrevem situações reais, quase nunca ficcionadas (quando muito sonhadas), e mostram uma rara percepção do sentir de pessoas que apenas conhecemos há pouco, mas das quais captámos o essencial, ou então de imagens que nunca abandonaram a nossa mente de infância, povoada de lugares, gentes e factos determinantes da nossa formação, do nosso sentir, do nosso viver de hoje. Se há, aqui e ali, resquícios de uma hesitação, plenamente justificadas numa primeira obra construída com base em pequenas histórias que saíram de um forma pura e natural de dentro do universo da Margarida, por outro lado, encontramos desde já a maturidade adulta de alguém que sabe ter necessidade de se exprimir através da escrita, para se afirmar a si própria.”

Ora a Margarida quis-me presentear no último domingo, a propósito do meu aniversário com uma prenda especial, um vídeo (curioso que das três prendas que recebi, duas são vídeos), e um vídeo que tem tudo a ver comigo, e que é pessoalíssimo, poi ela empresta-lhe a sua voz. Aqui fica o vídeo, que também foi uma forma de ela homenagear o dia da Poesia, ocorrido dois dias antes, com o belo poema de Jorge de Sena

Obrigado, Margarida e espero ver qualquer dia uma segunda obra tua a ser editada pela INDEX.

E agora sim, vamos lá falar um pouco desta editora que como citei ali em cima nasceu por obra do João Máximo e do Luís Chainho, que e em boa hora, resolveram “dar à luz” uma editora de e-books, dirigiada a obras de temas LGBT.

E desde o seu primeiro lançamento, já há mais de dois anos, mais ou menos perto do tal jantar em minha casa, eles já publicaram vários livros, não só de autores que agora começaram a escrever para o público (além da Margarida Leitão, o Miguel Botelho e o Pedro Xavier),e das colectâneas dos contos a concurso nas três edições dos Pixel, mas também outras obras de autores importantes, com destaque para “O Corredor de Fundo” de Patricia Nell Warren e para “Inversão Sexual” de Havelock Ellis.
E têm entre mãos, tendo já publicado o primeiro volume de uma obra fundamental da literatura LGBT portuguesa – “Dicionário de Literatura Gay”.
Aqui ficam todas as obras que a INDEX já publicou:






















domingo, 23 de Março de 2014

Obrigado, Nuno

Hoje foi o meu dia de aniversário e tive entre outras coisas agradáveis a surpresa de uma prenda especial. Um amigo mandou-me este vídeo que fez a partir de fotos que tenho publicadas no Facebook.
Gostei muito e como não consigo partilhá-lo nas redes sociais, aqui o partilho.
Mais uma vez, obrigado, Nuno!

quarta-feira, 19 de Março de 2014

Niki Noves

Depois de anos de exploração, Niki Noves
jovem dançarino e coreógrafo, concretiza em 2010 o seu anseio de ir mais longe na sua pesquisa artística e liberta-se dos códigos e das técnicas demasiado académicas, criando a sua companhia.
Utiliza todos os sentidos para fazer viver a dança, reinventar-se e encontrar resposta às questões de todo o ser humano é o que o motiva.
Ele cria instintivamente e o "leit motiv" das suas criações é um lugar que seja um mundo de recordações e de projecções futuras...
O seu movimento quer ser a expressão de estados emocionais, de pulsões, mas sempre num universo muito poético, marcado por uma sensibilidade exacerbada, por vezes quase animalesca.
Entre as suas criações, contam-se as obras "Cryptides", "Atavisme", "Burden" e "Avant de dire (Je t'aime)", da qual se apresenta aqui o primeiro acto, com interpretações do próprio Niki Noves

 e de Manu Macau

A música é de Vincent Gesterman.


Para quem esteja interessado, esta companhia pode ser seguida no Facebook, através da sua página https://www.facebook.com/nikinovescompagnie

sexta-feira, 14 de Março de 2014

Grant Wood

Na sequência de outros pintores americanos já mostrados neste blog, cabe hoje a vez de falar sobre um dos maiores pintores do princípio do século XX dos EUA - Grant Wood, o maior representante do regionalismo nessa Arte, possivelmente.
Artista, artesão e desenhista estadunidense nasceu no estado de Iowa, e foi responsável pela criação de trabalhos de camuflagem para o Exército durante a primeira guerra mundial.
Com a morte do pai (1901) a sua família mudou-se para Cedar Rapids, onde ele se empregou como aprendiz numa loja de metais.
Paralelamente estudou e formou -se na escola secundária Washington High School, em Cedar Rapids, e matriculou-se numa escola de arte em Mineápolis (1910).
Passou a ensinar numa escola particular (1911) e dois anos depois matriculou-se no Art Institute of Chicago para estudar esculturas em prata (1913).
Depois de servir no exército como um pintor de camuflagem, voltou novamente a Cedar Rapids para ensinar estudantes juniores, Junior High students.
Dedicou-se ao ensino e fez quatro viagens pela Europa (1920-1928), onde estudou muitos estilos de pintura, especialmente impressionismo e pós-impressionismo, frequentou a Académie Julian de Paris e foi profundamente influenciado pelo trabalho de Jan Van Eyck.
Foi escolhido (1927) para a realização de um vitral para o edifício da legião estadunidense de Cedar Rapids, Iowa e depois de procurar em Munique, Alemanha, artesãos mais experientes que colaborassem no empreendimento, o vitral foi montado na Alemanha e quando chegou à Cedar Rapids, foi recusado pelos membros da Legião.
Em represália, o artista realizou uma obra satírica, a que chamou "Doughters of Revolution"
que atingiu os seus objetivos, ou seja, causou furiosa reação entre os legionários.
Depois deste episódio, o seu estilo evoluiu para um realismo despojado e de linhas muito marcadas, sem paralelo na pintura contemporânea, influenciado pela arte gótica europeia, e tornou-se o grande proponente do regionalismo na pintura. Com "Womam with Plants"
retrato de sua mãe, teve uma reação discreta, mas com "American Gothic"
causou enorme sucesso quando exposto em Chicago (1930).
Ajudou a fundar a Stone City Art Colony (1932) próximo da sua cidade natal, para ajudar os artistas durante a Grande Depressão.
Foi nomeado professor de belas-artes da Universidade de Iowa 1934 e morreu no hospital universitário, em Iowa City, na véspera do seu aniversário, em 1942.
Depois de sua morte, os seus bens foram para sua irmã, Nan Wood Graham, a mulher retratada em American Gothic e depois da morte desta (1990), todo o seu património juntamente com os bens pessoais do irmão e várias obras de arte, tornaram-se propriedade do Figge Art Museum, em Davenport, Iowa.

São bastantes as telas de Grant Wood que aqui mostro, a começar pelo seu auto retrato
 mas mesmo assim, foi-me custoso deixar muitas de fora; é realmente um pintor que admiro sobremaneira.