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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Maya Plisetskaya


A bailarina e coreógrafa russa , considerada uma das referências da dança do século XX,faleceu a semana passada em Munique, aos 89 anos, em consequência de um ataque cardíaco.
Maya Plisetskaya nasceu em Moscovo em 1925 no seio de uma família com ligações às artes, em particular à dança, que começou a praticar aos três anos.
Aos nove anos ingressou no Bolshoi Ballet School e aos 18 anos foi eleita primeira bailarina daquele teatro.
Considerada a criadora de algumas das inovações coreográficas e interpretativas mais importantes das últimas décadas, Maya Plisetskaya dançou durante meio século, sendo “A morte do cisne”, “Bela Adormecida” e uma versão moderna para “Bolero”, de Ravel, algumas das interpretações mais memoráveis.
Yury Grigorovich, Roland Petit e Alberto Alonso foram alguns dos coreógrafos que criaram coreografias para Maya Plisetskaya.
No dia do 70º. aniversário, em 1995, a bailarina estreou a coreografia “Ave Maya”, que Maurice Béjart criou para ela.
Oriunda de uma família judia, o pai foi morto pelo regime de Estaline em 1938 e a mãe foi enviada para trabalhos forçados no Cazaquistão, acusada de traição à União Soviética.
Nos anos 1990, Maya Plisetskaya obteve nacionalidade espanhola depois de ter dirigido o Ballet Clássico Nacional de Espanha.
Em 2005 foi distinguida com o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes de Espanha. O júri deste prémio sublinhava a importância do trabalho de Maya Plisetskaya: “Transformou a dança numa forma de poesia em movimento”.
Antes, a bailarina tinha sido directora artística do Ballet Ópera de Roma.
Em 1994 fundou o Ballet Imperial Russo.
Maya Plisetskaya vivia na Alemanha desde a década de 1990 e era casada com o compositor Rodion Shchedrin.



 "A Morte do Cisne" é um curto bailado a solo, baseado no 13º andamento, "O Cisne", da suite O Carnaval dos Animais, que o compositor francês Camille Saint-Saëns compôs em 1886. O bailado foi criado pelo coreógrafo e bailarino russo Mikhail Fokine, a pedido da bailarina, também russa, Anna Pavlova, e foi estreado em 1905.
Escolhi este vídeo, não só por ser uma das peças em que Maya mais se distinguiu, como por nele ser muito evidente um pormenor que muitas vezes é esquecido - a importância dos braços na dança, mas principalmente na dança clássica.
Claro que na dança é com os pés que é mostrado o virtuosismo dos seus intérpretes; mas a forma como os braços acompanham o movimento do corpo é fundamental.
E aqui, neste vídeo é magistral a forma como Maya Plisetskaya o faz.
Simplesmente soberbo.

sábado, 14 de março de 2015

The Irrepressibles


“The Irrepressibles” é uma banda inglesa alternativa (arte-pop) criada em 2003 e que tem em Jamie Irrepressible  (Jamie McDermott) o seu mentor (vocais, guitarra, piano, programação electrónica e composição).
Os restantes membros são Sara Kershaw (piano e vocais), Apollo (violino e vocais), Chloe Treacher (violoncelo, contrabaixo e vocais) e Ollie Hipkin (percussão).
Esta banda lançou dois álbuns de estúdio completos: “Mirror, Mirror” em 2010 e “Nude” em 2912 e 5 Eps tendo também lançado alguns singles de grande êxito, dos quais o mais divulgado é “In This Shirt”.
Apresento aqui algumas das suas obras mais conhecidas em vídeos bastante sugestivos.






segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

NOVE!


29 de Dezembro de 2005 – estava muito longe de travar conhecimento com alguém através daqueles sites que existem para esse efeito, em teoria, mas que na prática, funcionam mais em termos de meros encontros sexuais.
Naquele tempo, e não porque necessitasse realmente de encontrar alguém para um relacionamento – estava muito bem, sozinho – apetecia-me encontrar gente para conversar.
E encontrei um “puto”, então com 26 anos que também queria, e tão só isso, conversar.
Era da Sérvia e começámos a falar (teclar) em inglês.
Gostámos da conversa e repetimos nos dias seguintes; e depois começou uma troca de mails, mails grandes em que contávamos muita coisa um ao outro.
E começou a surgir algo que eu não imaginava que pudesse ainda acontecer-me – apaixonámos-nos! Mas havia um grande problema: a distância!
Equacionámos o problema, mas já não fomos a tempo de desistir – FELIZMENTE!
E passados 9 meses, em Setembro de 2006 dei um passo que tinha algum (não demasiado) risco: fui à Sérvia e conheci pessoalmente o “puto” - o Déjan, o meu Déjanito e tornámos-nos ambos um para o outro “CHAKO PAKO” (manias dele)...

E agora, a 29 de Dezembro de 2014, comemoramos NOVE anos de uma união que eu não acredito, apesar da distância, possa ser mais feliz.
Meu amor, muito obrigado por tudo o que me tens dado, por todos os momentos passados juntos, que até foram curtos para o tempo que levamos da nossa relação, mas é preciso não esquecer que ao longo destes anos, todos os dias falámos um com o outro, uma ou várias vezes ao dia.
Eu não posso passar sem ti, e sei, sem querer ser presunçoso, que o mesmo se passa contigo.

Estivemos (ainda estamos) o mais longo tempo sem nos encontrarmos – 14 meses – e isso devido essencialmente às grandes modificações de vida que  passaste ultimamente com o estágio, os estudos e exames da língua alemã, o processo de candidatura a um trabalho na Alemanha, enfim, tanta coisa que inviabilizou o nosso reencontro.
Mas a 19 de Janeiro, espero que estejas em Dusseldorf à minha espera e vamos passar 15 dias calmos, tu a trabalhar, e eu a ler e a entreter-me com a net, até tu chegares e depois há os teus dias de folga e há tanta coisa para partilhar de novo...

Desculpa-me este texto ir escrito em português, mas tu tens possibilidade de o traduzir facilmente; é que me era difícil dizer isto tudo em inglês...

Mas e agora só para ti: Puno havala, ljubaj moja. Volim te já tebe, moj predivni. Ti biti divan, Déjan! 

(Hope you like this music. Is not our song, as you know, but is for you, my love.)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

G & T - Uma série italiana


Esta é a música principal de uma série de televisão italiana, que tem o título internacional de "Our Story", mas que pode ser encontrada (todos os episódios das duas séries já exibidas) no You Tube e com tradução em espanhol, francês ou inglês.

Trata-se de uma série muito interessante, essencialmente baseada na história de dois grandes amigos, um homo (Giullio) e outro heterossexual (Tomazzo), que numa noite de paródia e de bebida acabam por se beijar e das consequências desse "amor impossível" entre ambos.
Mas não é só isso, pois entre os encontros e desencontros de ambos, outras personagens bem delineadas, principalmente uma amiga absolutamente fabulosa (Sara) aparecem e dão um contributo muito bom a esta série, maioritariamente LGBT, mas com outros momentos de interesse.
A terceira série já se anuncia para breve e eu não vou perdê-la.
Os actores principais, quase todos jovens são praticamente desconhecidos, mesmo em Itália, mas são excelentes.
Matteo Rocchi é Tomazzo e é lindo de morrer.
Giullio é representado por Francesco d'Alessio, que faz lembrar um pouco o nosso Zé Maria do 1º. Big Brother.
E há uma maravilhosa Angela Miraim Ceppone a representar uma impagável Sara
enquanto Gian Lucca, um hetero, mas com muitos amigos gay é representado por Anthony Circiello
Toda a história se passa em Turim e na região de Piemonte.
Os epísódios são curtos, vêem-se muito bem e há quase sempre um "flash back" que funciona muito bem.
Recomendo sem reservas e aqui fica um pouco do último episódio da 1ª. série.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Passeio de Domingo

No fim de semana anterior a este, quando do meu jantar, um dos presentes foi o Félix, que veio e ficou até terça feira, tendo ido comigo com o Duarte e a  Margarida a ver a peça "Gata em telhado de zinco quente" ao CCB

Pois partiu do Félix a ideia de irmos passar este domingo a Coimbra e lá encontrarmos-nos com ele e com o Miguel e passar lá o dia.
Acolhemos bem a ideia, o Miguel ficou radiante e ficou combinado.
Infelizmente, o Félix não contava que a família tivesse marcado para esse dia um almoço para comemorar o aniversário do Avô e acabou por não poder estar presente, com muita pena dele.
Assim lá fomos de manhã, o Miguel estava à nossa espera nas chamadas "Docas" de Coimbra, á beira do Mondego

e fomos almoçar ao restaurante do velho Hotel Avenida, ali na Portagem, e que agora é um excelente restaurante indiano

Após o almoço fomos a casa do Miguel para conhecer o famoso e pequenino gato amarelo que agora lhe faz companhia e que se chama Stockler. É uma autêntica ternura e um diabinho muito querido

Combinámos depois dar um passeio, indo primeiro e por caminhos só conhecidos por gente da região até Montemor-o-Velho, que eu só conhecia de passagem
e cujo castelo, interessantíssimo, visitámos

Depois e no meio dos férteis arrozais do Mondego chegámos a um dos locais a que mais estou ligado, aqui em Portugal - a "minha querida" Figueira da Foz.


Fico sempre emocionado quando ali volto, andámos por vários sítios e acabámos por parar na longa marginal e comemos um delicioso gelado numa afamada gelataria da cidade - a Emanha

Depois continuámos por Buarcos e subimos ao alto da Serra da Boa Viagem, tendo parado no sítio chamado a Bandeira, de onde se avista a linha da costa quase até Aveiro.

Descemos então até Quiaios

fomos ver o mar, já estava fresco, era o pôr do sol e regressámos directos a Coimbra.
Despedimos-nos do Miguel e parámos na área de serviço de Pombal (comi uma saborosa sande de leitão...) e chegámos a Lisboa cerca das 23 horas.

Claro que a música deste post só poderia ser a canção maravilhosa da Maria Clara (mãe de Júlio Machado Vaz), intitulada precisamente Figueira...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O "jantarinho" e o "lançamento" do livro

O título desta postagem é um pouco idiota, pois não foi um "jantarinho", mas sim um jantar de amigos e muito menos foi o "lançamento do livro", pois o livro em causa foi lançado há dois meses e meio, a 17 de Julho.
Mas enfim, o diminuitivo é quase carinhoso, como geralmente o são os diminuitivos, e porque se tratou de um jantar com um número reduzido de pessoas, todas elas essencialmente minhas amigas e que me deram um imenso prazer com a sua presença: os editores - João, Luís e Patrícia, os dois impulsionadores - Miguel e Margarida, e os amigos reais, o Duarte, o Luís e o André, a Maria Teresa, a Zé e a Sara, o Nelson, o Mark e o Paulo, o grande amigo Félix e os Metaricanos, desde o "alferes" Fernandes (do meu tempo) e o "capitão" Ernesto Pereira que trouxe consigo (e ainda bem) dois dos seus "furriéis". Muito obrigado a todos pela vossa presença.
O local foi agradável, a comida, normal e muito acessível em preços e o convívio excelente.
O motivo já toda a gente sabe era falar do meu livro, algo improvável até poucos meses atrás, mas que "aconteceu"...
Graças a várias empurradelas, este livro nasceu, de uma série de crónicas publicadas neste blog sob o título "A tropa cá do João", e que é o título de um poemazeco escrito lá na Ilha, em Março de 1974, e que aparece como um dos apêndices do livro.
Claro que me deu prazer a publicação do livro, para o qual houve que modificar alguns dos textos, acrescentar outros e escrever uma introdução e uma conclusão, trabalho esse feito com a preciosa ajuda de um dos editores. o João Máximo, que me deu a conhecer o trabalho, interessantíssimo, de um editor e no qual ele é extremamente competente

Após a publicação, em Julho houve algo que me quebrou imenso o entusiasmo, e me fez quase arrepender de ter acedido a essa publicação.
Sucede que num dos capítulos do livro, falo da homossexualidade que houve na guerra colonial, o que não é inédito noutras publicações, mas ouso em pessoalizar a questão, como um dos variados outros assuntos que foco no livro.
Ora, dois orgãos de comunicação, o site "Dezanove" e a revista "Time Out", na sua secção gay, ao falarem do livro, colocaram-no num pedestal de livro gay, o que DE TODO não é, apenas eu, na senda do que sempre fiz, falei do assunto com a normalidade que acho deve ser a tónica quando se referem esses temas. O título da notícia do "Dezanove" era tão tendenciosa, na linha do que infelizmente acontece a várias referências a factos ou pessoas homossexuais, quase roçando o "gueto" que tal gente pretende denominar o mundo gay, que, e repito, esse título se tornava ridículo, pelo que protestei veementemente e também a editora e eles alteraram o título.
Aliás, a Index, numa atitude que agradeço, publicou alguns extractos de outras partes do livro para mostrar que não se pode, nem deve confundir uma referência a questões homossexuais com um livro homossexual.
Sempre fui um homem frontal, sem medos de me assumir como sou, mas não gosto que deturpem o que escrevo...
Pois, e voltando ao serão de sábado, após o jantar, o Luís Chainho, outro dos editores apresentou as razões pelas quais a Index se interessou pelo meu trabalho
Coube-me depois a vez de explicar o contexto em que o livro apareceu, tendo lido a introdução e a conclusão, falando dos apêndices do livro e também da ideia de escrever um livro baseado em factos e não em juízos de valor. Enfim, apresentando a minha visão do livro...

Entrou-se depois numa breve tertúlia, principalmente com os presentes que haviam conhecido pessoalmente a Ilha de Metarica.

E assim se passou uma muito agradável noite.

Deixo aqui mais duas fotos  tiradas pelo Félix, que infelizmente não focou a assistência, segundo ele, porque estava demasiado focado naquilo que se ia dizendo, hehehe...



Uma nota que nada tem a ver com o texto, e que se relaciona com o tema musical escolhido. Geralmente, ele tem sempre algo a ver com o conteúdo do post, o que não acontece desta vez, e até eu estou surpreendido por aparecer no meu blog uma música da Lady GaGa, cantora que eu sempre mantive a uma certa distãncia; mas este album dela com o Tony Bennet agradou-me muito e como esta canção, no original se chama "Bang Bang", acaba por ter algum cabimento num post sobre uma guerra... (keep smiling, please)...

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Matthew Connor


Num dos muitos blogs que vou seguindo, fui encontrar este senhor, um americano de Boston, que eu nunca tinha ouvido falar.
Gostei da voz, do estilo, e claro que lá estou eu no "You Tube" à procura de coisas interessantes.
Seleccionei dois vídeos, o primeiro bem bonito, intitulado "Smoke Signals"

Mas foi um outro que me fez trazê-lo aqui ao blog; uma canção magnífica num vídeo muito bem feito, num estilo "vintage", a preto e branco, com um título delicioso e que me fez naturalmente aumentar exponencialmente as minhas saudades do Déjan.
Deliciem-se com este maravilhoso "How is already July over?"...


sábado, 9 de agosto de 2014

"Habanera"

"Habanera" é talvez a mais conhecida ária da ópera "Carmen", de Bizet.
Apresento aqui duas versões "ligeiramente" diferentes dessa ária: uma, a clássica, aqui interpretada por uma lasciva Carmen (Ana Caterina Antonacci),
 e a segunda, uma variante completamente louca, eu diria antes saudavelmente louca.

Como adenda e como continuação da loucura, fica o link do "making off" - http://www.directorsnotes.com/2013/08/08/dn295-metube-daniel-moshel/

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Black Lips

"Black Lips" é uma banda americana fundada em 1999 no estado da Geórgia e era constituída originalmente pelos guitarristas Cole Alexander (vocalista) e Ben Ebergangh,  pelo baixista Jared Swilley e pelo baterista Joe Bradley. Ben Ebergangh veio a falecer em 2002 e é actualmente substituído poe Ian Saint Pé Browm.
É uma banda controversa, principalmente nos seus espectáculos ao vivo, tendo sido famosos os distúrbios causados na actuação no célebre local gay londrino "Heavens" e na sua digressão à India.
Também esteve no centro das atenções quando do massacre de Columbine.
Aliás nos clips musicais aqui apresentados podem notar-se comportamentos alternativos bastante marcantes e que são a sua imagem de marca.






quarta-feira, 19 de março de 2014

Niki Noves

Depois de anos de exploração, Niki Noves
jovem dançarino e coreógrafo, concretiza em 2010 o seu anseio de ir mais longe na sua pesquisa artística e liberta-se dos códigos e das técnicas demasiado académicas, criando a sua companhia.
Utiliza todos os sentidos para fazer viver a dança, reinventar-se e encontrar resposta às questões de todo o ser humano é o que o motiva.
Ele cria instintivamente e o "leit motiv" das suas criações é um lugar que seja um mundo de recordações e de projecções futuras...
O seu movimento quer ser a expressão de estados emocionais, de pulsões, mas sempre num universo muito poético, marcado por uma sensibilidade exacerbada, por vezes quase animalesca.
Entre as suas criações, contam-se as obras "Cryptides", "Atavisme", "Burden" e "Avant de dire (Je t'aime)", da qual se apresenta aqui o primeiro acto, com interpretações do próprio Niki Noves

 e de Manu Macau

A música é de Vincent Gesterman.


Para quem esteja interessado, esta companhia pode ser seguida no Facebook, através da sua página https://www.facebook.com/nikinovescompagnie

segunda-feira, 3 de março de 2014

Uma excelente "noite perdida"


Foi esta noite a grande festa anual do cinema – a distribuição dos Óscares, e eu que há muitos anos sigo esta gala, não dei por mal empregue o facto de ter ido para a cama às seis da manhã, pois foi uma cerimónia muito equilibrada e apresentada soberbamente por Ellen Degeners
Ela é uma comunicadora por excelência, tem uma presença impressionante e teve momentos de um ineditismo total e que só com ela poderiam resultar, como o caso das “selfies”, sendo uma delas aquela que talvez seja no momento a foto mais vista de sempre

 como o peditório para um chapéu, de dinheiro para comprar pizzas  depois a distribuição das mesmas, em pedaços, em pratos de plástico e com um guardanapo – fabuloso momento!
Quase me arriscaria que Ellen passou quase tanto tempo na plateia como no palco…

Mas o que mais interessa é quem foram os vencedores e eu não vou aqui citar todos, apenas os das categorias mais importantes, reservando-me o direito de ter uma imodesta satisfação de ter publicado umas horas antes, nas redes sociais (FB e Google+), os meus prognósticos pessoais para as 9 principais categorias e ter acertado 7…(apenas errei e sem grande surpresa o da melhor actriz secundária, pois apostei em Jennifer Lawrence, e no melhor argumento adaptado em que a aposta foi para “O Lobo de Wall Street”).

Quanto ao melhor filme, sem surpresa, o vencedor foi “12 Anos Escravo”
de Steve McQueen, filme que ganhou apenas mais dois Óscares, mas importantes, precisamente o da actriz secundária, Lupita Nyongo’o
e o do argumento adaptado, e eu deveria ter jogado nesta aposta pois como tantas outras vezes o melhor filme coincide com um dos melhores argumentos.

Alfonso Cuarón foi o mais que justo vencedor da melhor realização por “Gravidade”
um filme assombroso com técnicas aplicadas do melhor que já se fez, e que levaram a que o filme fosse o grande vencedor da noite, com 7 estatuetas, por assim dizer todas técnicas.

Na interpretação, estava quase assegurado o Óscar de Cate Blanchett
em “Blue Jasmin”, por muito mérito que tivessem e tinham as outras candidatas (como pode Meryl Streep continuar a dar-nos interpretações deste nível, que a levam sem qualquer dúvida ao estatuto da melhor actriz de há muitos e muitos anos a esta parte?).

E se havia alguma dúvida entre Mathew McConaughey e Leonardo Di Caprio, era por Di Caprio já ter sido tantas vezes um justo candidato e nunca ter ganho, pois Mathew
é impecável em “O Clube de Dallas”, papel que exigiu um emagrecimento de 20 quilos num actor que até nem é pesado, e que quando vi o filme me fez pensar que ele estaria mesmo doente, tal a realidade do desempenho.
Também neste filme o vencedor da estatueta do melhor secundário, o surpreendente Jared Leto
que pôs por lado a música durante uns tempos para representar um assombroso travesti nesse filme.

No argumento original, Sponke Jonze não deu qualquer hipótese à concorrência com a sua história de “Her”, um filme não muito fácil, como acontece geralmente a todos os seus filmes, mas muito interessante e super actual, nesta altura em que a informática “governa” o mundo.

O melhor filme estrangeiro distinguiu o italiano Paolo Sorrentino
pelo seu maravilhoso “A Grande Beleza”, e com inteira justiça.

Uma referência a dois filmes que ganharam os dois Óscares para que estavam nomeados: “Frozen”, da Disney, que ganhou o melhor filme de animação e o da melhor canção, e “O Grande Gatsby”, com dois Óscares técnicos.

Os grandes derrotados foram “ Golpada Americana” (teve o azar de ser nomeado com inteira justiça em categorias onde sobressaíram outros nomes) e “O Lobo de Wall Street” (quando chegará a vez de Di Caprio?).

Momentos da noite, foram vários, além dos já referidos e protagonizados por Ellen Degeneres, entre eles o ressurgimento de duas grandes figuras de Holywood, a bela (mas muito “recauchutada”) Kim Novak
81 anos e o “Senhor” Sidney Poitier

de 87 anos e que foi o primeiro negro a ganhar um Óscar de melhor actor.

Também a sempre emocionante recordação dos que partiram e tantos nomes importantes este ano passado, com destaque para Philip Seymour Hoffman, para o ainda jovem Paul Walker e as grandes estrelas que foram Shirley Temple, Ester Williams, Joan Fontaine, Sid Ceaser, Eleanor Parker ou Julie Harris. A homenagem findou com uma interpretação muito boa de “Wind beneath my wing” por Bette Midler, sentida e como só ela sabe interpretar (ela nunca canta, interpreta sempre uma canção), e o seu vestido era lindo.
Por falar em vestidos, não sou grande especialista, mas achei deliciosa a apresentação de Whoopi Goldberg, com aqueles sapatos vermelhos e as meias listadas (só ela…).

Enfim, os discursos da noite foram para mim os de Jared Leto (falou até da Ucrânia e Venezuela) e Lupita Nyongo’o (comovente) e a satisfação incontida de Steve McQueen.
Uma excelente “noite perdida”.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Acting and Singing - males

Depois das Senhoras, os cavalheiros...
Também aqui haveria diversas opções, mas acabei por referir-me apenas aos mais óbvios, com uma excepção, de um jovem que faleceu muito prematuramente, e de quem haveria muito a esperar, Ricky Nelson
que apareceu num bom papel no memorável western "Rio Bravo".
Do resto, Frank Sinatra
foi o maior, sem dúvida, quer pelas suas muitas e conhecidas canções, quer pelos seus muito êxitos cinematográficos.
Bing Crosby
tinha uma voz magnífica e marcou de uma forma muito forte o tipo de actor cantor na primeira metade do século XX.
Dean Martin
 nunca foi um grande actor, mas foi muito popular, principalmente nos muitos filmes que protagonizou junto com Jerry Lewis; foi um cantor com uma voz diferente, muito apreciada e no vídeo que aqui deixo dele, uma homenagem a minha Mãe, já que esta é a sua canção preferida em toda a sua vida.
Sammy Davis Jr
 foi um bom comediante e um excelente "enterteiner"; junto com Sinatra, Martin e outros faziam parte de um grupo de amigos, que se diz estaria ligado à Mafia...
Como disse, outros haveria e há um nome que devo referir: Bob Hope.
 Foi um actor popularíssimo, apresentador de inúmeras galas dos Óscares e um cantor de sucesso. No entanto, não encontrei nenhum vídeo dele a cantar, sozinho, que me satisfizesse.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Acting and Singing - Female

Se já havia bastante material para uma postagem como a que fiz há pouco tempo (Acting and Dancing -F), para o tema de hoje há muito mais e se eu fosse a pôr aqui tudo o que queria ficaria um post enorme e talvez demasiado cansativo.
Assim limito-me a pôr uma referência às principais cantoras que também fizeram filmes e muitas delas neles cantaram e depois escolhi quatro vídeos que muito me dizem pessoalmente.
Assim, começo com duas belíssimas cantoras, mas que poucos filmes fizeram - Dinah Shore
e a maravilhosa Eartha Kitt
Já mais conhecidas, duas excelentes intérpretes musicais e que se distinguiram num maravilhoso filme que recomendo vivamente, "Carmen Jones"; são elas Pear Bailey
e principalmente Dorothy Dandrige
Continuando a subir na escala, a cantora que encantou muita gente há uma ou duas gerações atrás, principalmente com o seu grande êxito, "Grease", Olívia Newton-John
e que dizer de Cher, a estrela de vários bons filmes (ganhou um Óscar com o seu desempenho em "O feitiço da lua"), mas que só cantou num deles ("Burlesque")?
Refiro depois a única delas que vi num concerto ao vivo, no estádio Alvalade, há já bastante tempo e que é um "animal de palco", tendo participado em vários filmes, com destaque para os "Mad Max" e para um filme que retrata a sua conflituosa relação afectiva e musical com Ike Turner, "What's love go to do with it". Uma fabulosa Tina Turner

E deixei para o fim as quatro actrizes de que seleccionei vídeos. Doris Day
aquela jovem americana das muitas comédias musicais com Rock Hudson, mas que teve uma actuação num dos grandes filmes de Hitchcock, "O homem que sabia demais", um filme que eu vi e revi vezes sem conta, principalmente pela cena final, com ela a interpretar talvez o maior êxito da sua carreira

Uma actriz com um palmarés de grandes sucessos cinematográficos e musicais, e que teve o seu ponto mais alto em "Funny Girl, é Barbra Streisand. E escolhi uma canção, linda por sinal, pois foi para mim uma data especial e com uma pessoal especial que vi este filme

O penúltimo vídeo, e a penúltima actriz cantora é aquele que me comove mais; trata-se de Bette Midler

no filme em que ela interpreta de certa forma a vida e carreira de Janis Joplin, "The Rose"

Para acabar de uma forma mais descontraída e alegre e fazer também uma referência ao bom filme actualmente em exibição "Ao encontro de Mr.Banks", Julie Andrews

Eu adorei o seu filme "Victor Victória" e tinha pensado pôr aqui um vídeo desse filme, mas acabei por me decidir por uma música, SUPERdivertida do "Mary Poppins", pois o fime de que falei aí em cima fala das pouco amistosas relações entre a autora do argumento e Walt Disney