sábado, 30 de outubro de 2010

A "crise"

Muito se tem escrito sobre a crise da economia portuguesa e agora principalmente por causa da aprovação ou não do Orçamento de Estado para 2011, os artigos de opinião têm aumentado exponencialmente.
Eu já aqui desenvolvi várias vezes estes problemas da actual situação política, social e económica do país e ainda recentemente publiquei aqui um texto de Clara Ferreira Alves em que ela denuncia e bem muitas das chagas da actual vida política portuguesa.
Penso que todo este clima que se tem gerado à volta do OE, muito mais que evidenciar problemas financeiros e económicos, tem uma condicionante eminentemente política.
Sócrates está numa posição insustentável e é apontado por uma imensa maioria dos portugueses como o grande causador desta “desgraça nacional”. Que tem culpas e grandes ninguém pode duvidar, mas esta situação vem-se arrastando desde há muitos anos, principalmente desde o início da governação de Cavaco Silva.
Veio agora à luz um artigo publicado no jornal russo Pravda que, de fora, analisa, quanto a mim, muito acertadamente o que tem sido a governação em Portugal desde essa altura. Um mail enviado por mão amiga fez-me chegar às mãos o texto que não resisto a deixar aqui transcrito.

Artigo de jornal russo (Pravda) sobre Portugal

Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo liberal de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é por eles serem portugueses. Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e à Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má  gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?
Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody’s e Standard and Poor’s, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente,  controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da  União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?
Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de “assessores” (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?
O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram biliões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque é considerado “sério” e “honesto” (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai  do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua “política de betão” foi bem idealizada mas, como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini,  Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.
Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.
E ele é um dos melhores?

Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanista, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD)


(agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Santana Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha.
 Resultando em dois mandatos de José Sócrates, um ex-Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.
O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%).
Concordo com o sacrifício (1%)
Um por cento! Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.
Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!
É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o  Governo  de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.
Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal ao PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.
Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.
Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.
Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certo, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável.
Timothy Bancroft-Hinchey


E agora, o que fazer?  Depois de aprovado o OE (ninguém duvida que o seja) e nos prazos constitucionais decorrentes da eleição do PR, este Governo cai, pois já não tem condições de governar.
Vai haver eleições, e previsivelmente o próximo Primeiro Ministro será Pedro Passos Coelho; algo mudará? Penso que nada, ABSOLUTAMENTE NADA! O BE vai subir muito, pois arrecadará os votos descontentes da esquerda não comunista que votarão naquele partido, não como alternativa, mas porque sabem que nunca será governo; o CDS capitalizará os votos da direita resultantes das muitas fricções social-democráticas  e o PCP continuará com os seus votantes certos.
E o PS? Se Sócrates continuar à frente do partido terá uma derrota histórica; se não for Sócrates quem será? Alguém condenado à partida a arrostar com a derrota, portanto alguém a ser imolado: António Costa, Vieira da Silva? Como não vejo no PS actual, uma figura de esquerda, diferente, fora do aparelho e que consiga conciliar a esquerda, acredito que Sócrates será o sacrificado e depois, com tempo, o partido procurará uma solução que pode passar por alguém providencial que apareça como um novo Messias, e não terá que esperar muito, pois Passos Coelho não oferece quaisquer garantias.
A ver vamos!!!

27 comentários:

  1. Tudo óbvio não é? Até para mim, que de Barroso para trás era uma criança. Quem dera que fosse tão óbvio para todos o nós portugueses!

    É revoltante, desanimador. Vejo a ansiedade de dar ofora crecer a cada dia que passa!

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  2. Félix
    demasiado óbvio até; o que é mais triste é que se continua a brincar com o fogo, em nome das vaidadezinhas pessoais.
    Porra!!!!
    Abraço grande.

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  3. Infelizmente João, enquanto a Classe Política em Portugal não for profundamente modificada, quando finalmente nos livrarmos de barões, em todos os quadrantes políticos e os jovens portugueses finalmente percebam que têm voz e que se podem fazer ouvir, então aí, teremos de certeza um caminho de futuro. Infelizmente não é um futuro que se possa pedir para já, e por isso continuamos com o que temos... desde a mesquinhice do lado do PSD onde já "cheira a poder" e por isso estão dispostos a qualquer coisa para regressarem ao Poder, ao lado do PS que com a sucessiva arrogância do secretário geral continuam a afundar-se cada vez mais até aos mais pequenos que se põem em bicos dos pés a dizer "estamos aqui"...

    Pode ser que mudemos, quando conseguirmos ultrapassar o preconceito de termos uma constituição mal amanhada que saiu muito deteriorado no pós-25 de Abril, e que consigamos voltar a pensar por nós próprios em vez de esperar que todos os outros tomem decisões por nós...

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  4. Friend, já tinha recebido essa notícia do Pravda via mail. É triste saber que Portugal anda nas bocas não pelos melhores motivos.
    Quanto a possíveis eleições. Concordo com quase tudo que disseste. Não acredito, no entanto, que o CDS ganhará muito com este descalabro (ainda bem?). A ser imolado que seja o Augusto Santos Silva, esse Pitbull do PS!
    Abraço e bom fds!

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  5. Ricardo
    infelizmente todos nós sentimos onde está o mal, mas sentimos-nos incapazes, por uma questão quase estrutural a livrarmos-nos dele.
    Continuamos à espera, de braços fechados à espera do Messias político que endireite esta situação e o grande problema é que esse Messias é difícil de encontrar, em democracia; não estou a fazer a apologia da ditadura - Deus me livre - mas é esse o pensamento de muita gente, e um perigo real...
    Será que nós não seremos capazes de superar uma crise...de mentalidades??????
    Abraço amigo.

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  6. Catso
    mas tu achas que alguma vez o PS iria escolher aquele tipo para Secretário Geral?
    Foda-se...
    Abraço amigo.

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  7. A perspectiva é suspeita, mas a foto está muito bem feita. Breves reparos: estamos a pensar trocar de carro (o nosso Peugeot tem 18 anos e está dar cada vez mais problema e despesas) e não está nos planos comprar um Audi ou um BMW, mas (quer-nos parecer) entre o mais barato (Nissan) e a "opção certa" (Fiat, Suzuki) não vai assim tanta diferença... Quanto aos salários da Função Pública, eu acho que não é justo eu pagar ao meus funcionários (recebem dos meus impostos) mais pelo mesmo trabalho, do que aquilo que me pagam a mim. Quero dizer que acho que a Função Pública tem ganhos e regalias demasiados para o país que somos e para os rendimentos de quem lhes paga tudo a que têm tido direito - é injusto e ainda bem que algo começa a ser feito para travar essa gente. Subam os salários mínimos e médios antes de nos extorquirem mais dinheiro em impostos!... Quanto ao descalabro das finanças nacionais, acho que todos os pequenos detalhes contam para cortar à despesa. Como isso não chega, teremos necessariamente que encontrar soluções de fundo e criar mais condições de desenvolvimento. De resto, no geral, está de facto todo o retrato muito adequado. Abraço,

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  8. Luís
    concordo que o Pravda, embora já não esteja ao serviço da ditadura soviética, possa não ser a perspectiva mais insuspeita, mas por outro lado é sempre interessante saber o que um importante jornal, de fora da UE e do país das grandes agências que governam economicamente o capitalismo mundial, tem para nos dizer sobre este nosso Portugal; o autor, que pelo nome não me parece russo, tira, como bem referes um retrato quase perfeito destes últimos anos de governação perigosa. E é curioso que começa com Cavaco e não antes; porque Soares, com todos os defeitos que possa ter foi o último animal político que nós tivemos: soube travar o comunismo, soube vencer uma crise, que na conjuntura de então era quase tão gravosa como a actual e não precisou de ser um "eminente" economista como o actual PR.
    Fazes bem em apontar certos reparos que pouca gente tem a coragem de fazer.
    Abraço grande.

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  9. O Pravda traz matérias interessantes, sim - e concordo contigo: é sempre importante conhecer um outro olhar, mesmo que discordemos.

    Portugal mora no meu coração. Por sua causa e do Oz. Desde vocês, passei a prestar mais atenção. Ok, o Saramago também ajudou! Espero que a crise termine em breve e que voltem a prosperar fortemente.

    Beijões, meu lindo!

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  10. Caro Edu
    também eu tenho uma visão do Brasil completamente diferente da que tenho de outros países, pois além da língua comum,tenho aí uma meia dúzia de amigos verdadeiramente "porreiros".
    Por falar no Oz, que sabes dele?
    Desde que deixou de postar no blog dele, nunca mais soube nada do seu paradeiro...
    Beijo...e amanhã que ganhe o melhor para o Brasil!!!!

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  11. E tudo ficará na mesma, se não houver uma mudança radical de políticas!

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  12. Justine
    de políticas e de políticos!!!!
    Bom fim de semana.
    Beijinho.

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  13. No meio disto tudo... onde tantos políticos brincam ao esconde-esconde de dinheiros, quer-me parecer que o pior ainda está pra vir!!

    abc

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  14. Se7e
    mas tens alguma dúvida?
    Há mesmo quem preconize que só com a vinda do FMI isto vai entrar nos eixos; mas irá ser muito duro mesmo.
    Abraço amigo.

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  16. Olá Juan Carlos
    curioso que temos o mesmo nome...
    Um sincero obrigado pela tua simpática visita e principalmente pelas tuas palavras acerca deste meu blog.
    Fui naturalmente ver por alto o teu blog, do qual gostei "a priori" e que vou passar a segui, embora não tivesse conseguido fazer parte dos teus seguidores.
    Um abraço daqui de longe, mas sincero.

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  17. O que nos tem valido nestes tempos útlimos foram os alertas do Sr. Silva, senão fossem eles, não sei que seria. (not)
    Concordo contigo, quem do PS avancará para umas eleições. Não vejo ninguém no PS actual com capacidade para dar a volta à coisa e infelizmente veremos o P.Coelho a governar em pleno, com Cavaco Silva em Belém.

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  18. Miguel
    eu até tinha um nome para num futuro próximo liderar o PS (não a curto prazo, pois é para queimar).
    Helena Roseta!!!!
    Abraço amigo.

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  19. Oláá, tens alguma razao quanto às estrelas. Talvez eu as devesse retirar. Só que eu disse aquilo... nao é que eu nao saiba aceitar criticas negativas. Eu só disse aquilo no comentário porque sei quem lá coloca aquelas votações, é alguem que nao me suporta ver feliz sem ser ao seu lado. É alguem que tem inveja de me ver feliz e bem sem ele.
    É complicado :(
    Abraço :P

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  20. Infelizmente já não está comigo quem recebia cópias do Pravda em casa às escondidas. Chegou a ser preso algumas vezes. Mas isso foi no antigo regime. Hoje é hoje e o estado actual do nosso País não se compadece com mesquinhices e individualismos partidários. Isso só nos vai enterrar ainda mais!
    Esquecendo a política de todos os governos sem excepção, todos querem lavar as mãos como Pilatos, é uma necessidade actual e que não nos surpreende vindo de quem se quer preparar para novas eleições e novos tachos políticos. Não sou anarquista e defendo um governo estável e responsável... mas por favor o Passos, NÃO!

    Beijinhos

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  21. Diogo
    há sempre uma explicação para tudo e aqui está uma boa explicação para a tua reacção.
    Peço-te desculpa.
    Abraço amigo.

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  22. MZ
    Infelizmente tudo parece indicar que o Passos sim; por um lado também quero ver como vai ele gerir a crise e as ordens de Bruxelas e dos mercados económicos internacionais.
    Beijinho.

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  23. Pinguim tudo começou com Cavaco Silva, sem dúvida, tenho a mesma opinião mas, que agora tem havido, mais que nunca, injustiças e que há uma grande proliferação dos boys e dos parasitas é uma verdade.
    Concordo com as seguintes frases:
    - ....mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.
    -....Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de “assessores” (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
    -...Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo...
    Desisto de colar as frases com que estou de acordo, teria que colar o texto todo, porque todo ele nos dá o resumo de tudo o que tem acontecido neste país. Depois de lerem isto continuem a acreditar no "Voto Útil", continuem a votar neles, nesses mesmos que nos têm roubado tudo, para os quais a nossa produção nunca é suficiente, eles gastam sempre mais. Continuem a votar neles e depois não se queixem. Lembrem-se que vocês votam e outros pagam as favas portanto, por favor, pensem bem antes de pôr a tal cruzinha. Pensem nos desempregados, naqueles que já não têm pão na mesa e comparem-nos aos que têm um ordenado de 10 mil euros, há uma assessora no Ministério da saúde a ganhar isso, e perguntem-se porquê estas desigualdades? Haverá seres humanos de primeira e seres humanos a destruir? Lembram-se do Nazismo? Destruíam-se os seres que achavam serem inferiores, é o que se está a fazer agora, não?
    Concordo inclusive com a frase: Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.
    Há muito que penso isso, conhecendo Espanha como conheço estou convencida que teria sido óptimo para nós. Lá vê-se desenvolvimento, aqui vê-se oportunismo. O Patriotismo espero que sirva para nos revoltarmos porque, esses que se dizem patriotas, não deviam estar satisfeitos por ver os seus conterrâneos na miséria, ou estão? Falar de boca cheia é fácil, passar da palavra à acção é que parece impossível.
    Pinguim excelente post onde está o nosso passado e parte do nosso futuro. Esqueceste-te foi da guerra civil, que vai haver. Civil ou mundial? É que a Europa está cheia da União Europeia e claro depois entram os Estados Unidos da América e blá, blá. Isto tudo, todos estes problemas são causados pelo poder que pretende aniquilar o pequenino. Resultado da dita sociedade de consumo criada com um fim: enriquecer uns e destruir outros.
    Beijinhos e desculpa lá o ENORME discurso mas, a revolta anda cá e quando dou conta estou a tentar expulsá-la. Ai, ai como isto vai!

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  24. Brown Eyes
    não só desculpo, como exulto; não imaginas como mesatisfaz um comentário como o teu...
    Eu sou daqueles que ainda acreditam que a blogosfera é isto: a troca de ideias, mesmo que nem sempre se esteja de acordo; por isso os comentários são tão importantes numa postagem.
    Este teu contributo só veio enriquecer, e de que maneira o meu post.
    Obrigado.
    Beijinho.

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  25. É claro que Cavaco não é de cá, só está cá veio ver a bola e não tem rigorosamente nada a ver com o estado actual do país!
    É claro!

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  26. Brown Eyes,
    Relativamente ao que disse sobre Espanha, assino por baixo.
    É outro país, é outra gente, é outro nível.
    É gente com "cojones", vejam-se as demonstrações de ontem e de hoje em Barcelona à passagem de Bento XVI, contestando a sua visita e as posturas da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana!
    Quanto cá esteve a referida personagem, o que se viu foi só unanimismo, parecia que Deus tinha vindo à terra.
    E quanto à Ibéria, porque não?

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  27. Lear
    obrigado pela tua visita.
    Claro que tens razão no que respeita a Cavaco; só de pensar que o temos que aturar mais cinco anos, fico agoniado; mas se houver segunda volta, não sei, não...
    Quanto ao que dizes sobre o comentário da Brown Eyes, subscreves tu e todas as pessoas com dois dedos de testa deste país...
    Abraço.

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Evita ser anónimo, para poderes ser "alguém"!!!