Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

Para reflectir...




Às vezes, as correntes que nos impedem de sermos livres são mais mentais do que físicas

Permito-me chamar a atenção para a música do dia, com música de Teodorakis e voz da magnífica e tão esquecida Milva.

33 comentários:

Tira Fora disse...

Às vezes? Eu diria a maioria das vezes... é triste mas é. Requer disciplina mental :o

pinguim disse...

Tira Fora
Obrigado pela tua visita.
E tens razão; limitei-me a traduzir a frase, mas ela pode e deve ser usada num sentido mais abrangente.
Abraço.

Johnny disse...

E nesse caso, somos burros. Faz todo o sentido.

pinguim disse...

Johnny
é evidente, meu amigo.
Abração.

retiro o que disse... disse...

"Aqueles que negam liberdade aos outros não a merecem para si mesmos." (Abraham Lincoln)

Era esta frase que eu procurava quando li o teu post sobre a manifestação.

Liberdade é um conceito que as pessoas não deixam pôr em prática. Se a liberdade só termina quando alcançamos a do próximo, então porque é que nem lá perto podemos chegar? Viva a liberdade! Em todos os sentidos.


Beijo grande***

Giovana disse...

Nossa! Perfeito!

Beijinhos

meldevespas disse...

somos burros e também somos ovelhas. Levamos uma grande parte da nossa vida a andar atrás dos outros.
Beijinho

pinguim disse...

Retiro...
as pessoas só sabem verdadeiramente o que é a Liberdade quando a não possuem...
Beijinho.

pinguim disse...

Giovana
Perfeitíssimo, diria eu!
Beijoquita.

pinguim disse...

Meldevespas
talvez seja por isso que eu detesto a "carneirada"; começo a minha liberdade a negar esse espírito!
Beijinho.

Sinest3sico disse...

É não é? Estamos cada vez mais presos por essas correntes e já faltou mais para arrastar a cadeira e por o rabo a mexes!

Myke disse...

A minha reflexão …a história do elefante (que costumo contar em algumas sessões).
Muito resumidamente e sem animação!
Um miúdo enquanto visitava, acompanhado pelo seu pai, os animais que vão actuar no espectáculo da tarde promovido por um circo que anima uma certa cidade, repara num elefante que passeia num determinado raio, preso por um cordão bem fino.
Comenta com o pai que o elefante podia partir o cordão, fugir e viver em liberdade. O pai responde ao filho que o elefante não tem coragem para isso, pois pensa que o cordão é bem mais forte do que parece. O tratador de animais reforça a explicação. Segundo ele, o elefante esteve muito tempo preso a uma corda bem forte, a única forma de evitar que a partisse e fugisse. Mais próximo do animal eram visíveis as mazelas de algumas tentativas de fuga goradas.
Hoje, o elefante permanece preso por uma simples linha e não foge.
Hoje, muita gente permanece presa ao passado (e não só) por uma linha, bem finhinha.
Abraço!

pinguim disse...

Félix
mas isto é um bocado a história do "ovo de Colmbo", mas...(há sempre um mas), depois vêm as mentalidades! E é aí que a porca torce o rabo.
Abraço grande.

pinguim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
pinguim disse...

Miguel
a tua reflexão é excelente e mostra na perfeição o sentido desta frase.
Obrigado.
Abraço amigo.

maria teresa disse...

O burro é burro, coitado! Mas nós, por vezes, também somos!
Abracinho meu

MZ disse...

Acontece que temos medo de algumas perdas...


bjs

Francisco disse...

O Medo da Mudança ou do Desconhecido é tanto...

Abraço

miguel disse...

não há dúvida de que são as correntes mais fortes, aquelas que apenas existem porque não as contestamos.

e tens toda a razão, a música é linda.
abração

pinguim disse...

Maria Teresa
demasiadas vezes...
Beijinho.

pinguim disse...

MZ
tais como? não há maior perda do que deixarmos de ser livres...
Beijinho.

pinguim disse...

Francisco
isso é um pouco relativo; por vezes dá jeito ter medo do desconhecido, é a comodidade do "deixar estar"...
Abraço amigo.

pinguim disse...

Miguel
ora aí está!!!
Satisfeito por gostares da música.
Abraço amigo.

ψ Psimento ψ disse...

É mesmo, pelo menos na vida humana é assim. Ao burrito talvez lhe tenham dito para não sair dali e ele cumpriu, ou então a cadeira estava cravada ao chão eheh. Abraços, gosto muito da música.

pinguim disse...

André
estamos mesmo a referir-nos aos humanos que tantas vezes parecemos mais burros que os próprios burros.
Mais um voto para melodia do grego Téodorakis na voz maravilhosa da italiana Milva.
Obrigado.
Abraço amigo.

Luís disse...

Sem dúvida! E o pior é que o bicho ou está preso ao PP ou ao FCP. E isso é bem pior do que andar agrilhoado!!! :) Abraço,

pinguim disse...

Luís
só a essas duas "entidades"????
Olha que há muitas mais....
Abraço amigo.

Mark disse...

Eu até acrescento: quase sempre, as correntes que nos impedem de sermos felizes são mais mentais do que físicas.
O ser humano é perito em dificultar a vida, bem mais do que ela é. Mas, verdade seja dita, vivemos num mundo péssimo, cheio de preconceito, ódio e vingança. Vou te dar um exemplo: se eu quiser sair pela rua de mão dada a um rapaz, quem sabe até beijá-lo e ser feliz, com certeza serei apontado, marginalizado e discriminado. E porquê? Porque o Homem é mau por Natureza, como dizia Maquiavel e, em certa medida, Hobbes.
Sim, sou um fatalista...

PS: Obrigado pelas tuas palavras sempre tão generosas e afáveis. Gosto muito de ti, acredita. :)
Abraço.

pinguim disse...

Mark
há muito que não ouvia essa palavra: fatalista! É quase um extremo de pessimista, e tenho algumas reservas quanto a esse conceito; no entanto estou totalmente de acordo com o que dizes, mas não acho isso ser fatalista, é ter uma noção do ser humano numa das suas facetas menos conhecida mas que ele possui.
Abraço grande.

Mike disse...

Quando li este post lembrei-me de uma frase do livro "Fernão Capelo Gaivota" do Bach: "Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo".
E é tão verdade. Eu próprio sou vítima deste mal, imposto por mim próprio.lol
Abraço.

pinguim disse...

Miguel
acho que somos todos, de uma forma ou de outra.
Abraço amigo.

Brown Eyes disse...

Pinguim a imagem diz tudo. São as amarras psicológicas que nos prendem, amarras colocadas pela sociedade de consumo e que nos obrigam a fazer sacrificios que nos impedem de obter a felicidade. Para termos somos obrigados a sacrificar-nos. Não seriamos mais felizes e mais livres a viver numa caverna em vez de nos matarmos a trabalhar para termos um palácio? Enquanto estamos a trabalhar perdemos tempo, tempo que poderiamos dedicar a quem amamos ou a fazermos o que gostamos. Eu tenho andado com umas ideias!!!! Não sei não. Beijinhos

pinguim disse...

Brown Eyes
vindo de ti, quero acreditar que essas ideias sejam positivas.
Uma coisa é certa, a Liberdade não pode ter barreiras que não sejam as liberdades dos outros e as condutas morais e cívicas de um cidadão.
Beijinho.